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Emir Var Emreis
Ficha Técnica:
Planeta natal: Conselho Ancião de Dracon
Local de nascimento: Sutamya
Raça: Draconiano
Idade ao falecer: 615 anos
Profissão: Tenente Comandante; Oficial de Segurança; Capitão de nave Reação: +1
Data do falecimento: Ano 90 da UPC — Batalha de Starhide
Organização fundada: Rebelião Libertadora da Estrela Negra (membro fundador e líder operacional em missões)
Filiação: União dos Planetas Confederados (UPC) — posteriormente Rebelião Libertadora da Estrela Negra
Relações:
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Konlavar Emreis (pai)
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Egolia Var (mãe)
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Ekatina Var Emreis (irmã)
Naves em que atuou:
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UPC Capela - Sargento - Segurança
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UPC Canopus - Tenente - Oficial Chefe de Segurança
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UPC Arcanjo - Tenente Comandante - Oficial Chefe de Segurança
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UPC Kurama Yako - Tenente Comandante - Primeiro Oficial
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StarBlue - Capitão
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Magnaguard X-16 - Capitão
Jogador: Marcello Kellsetti
O Filho de Sutamya
Emir Var Emreis nasceu em Sutamya, uma cidade modesta nas colônias draconianas do sistema Epalan, e desde os primeiros ciclos sua vida foi marcada por uma diferença que o definira tanto quanto o sangue que corria em suas veias. Nascido sem as asas que distinguem sua raça, cresceu sob o olhar atento e, por vezes, severo de uma comunidade que via na ausência de voo um estigma. Seus pais, Konlavar e Egolia, colonos de fibra e paciência, e sua irmã Ekatina, engenheira de talento, foram âncoras silenciosas numa infância de isolamento. A cidade de Sutamya, com suas rotas de comerciais e mercados de metal, foi o primeiro cenário de uma disciplina que se tornaria lendária: Emir transformou a limitação em rigor físico e mental, moldando um corpo que desmentia a falta de asas e uma mente que buscava ordem onde havia desprezo.
O Forjado nas Lutas
A adolescência de Emir foi um ofício de suor. Enquanto outros draconianos aprendiam a planar, ele aprendeu a resistir. Aos 150 ciclos, já possuía um corpo robusto e uma resistência que o tornaram referência nas academias de segurança planetária. Estudou sistemas de segurança, táticas de contenção e múltiplos estilos de combate; sua aptidão física e disciplina o levaram às forças armadas de Dracon, onde se destacou por uma combinação rara de força bruta e precisão técnica. Não foi apenas a ausência de asas que o diferenciou, mas a maneira como transformou a diferença em autoridade: Emir tornou-se um oficial reconhecido, cuja presença impunha ordem e cuja calma escondia uma determinação inabalável.
O Oficial da UPC
Quando Dracon aderiu à UPC, Emir foi escolhido para integrar o corpo draconiano na organização interplanetária. Entrou como Sargento a bordo da UPC Capela, e ali começou sua carreira nas grandes campanhas que moldariam a galáxia. A Guerra Sombria, a Batalha de Goodles, a retomada de Hedén — cada confronto acrescentou camadas à sua experiência. Promovido a Tenente após o fim do conflito, assumiu o posto de Oficial Chefe de Segurança na UPC Canopus, e mais tarde na UPC Arcanjo. Sua ascensão não foi apenas por mérito tático; foi também fruto de uma reputação construída em silêncio, em decisões tomadas sob fogo e em lealdade a companheiros que aprenderam a confiar em sua frieza.
O Motim e a Queda da Kurama
O episódio que marcaria Emir para sempre ocorreu em Vegulus, quando a UPC Kurama Yako, em missão diplomática, foi tomada por um golpe de Estado da UPC. Ao descobrir a cumplicidade do Capião Allaoudin Arnos com o golpe do Presidente Lanos Larita Lavolk, Emir, então Primeiro Oficial, liderou a prisão do capitão por traição. A retaliação imperial foi imediata: duas naves foram enviadas com ordens de destruir a Kurama. Sem defesas, a nave perdeu controle e caiu no oceano de Vegulus. Do desastre emergiu um draconiano marcado: entre os poucos sobreviventes, Emir viu a morte de colegas e a dissolução de uma ordem que ele jurara proteger. A queda da UPC Kurama Yako foi o ponto de ruptura que o afastou da UPC institucional e o aproximou da causa que viria a definir seus últimos anos.
O Nascimento da Rebelião
No rescaldo de Vegulus, Emir e um pequeno grupo de sobreviventes — oficiais, cientistas e guardas — tornaram-se sementes de resistência. Escondidos, trocaram informações, forjaram alianças e, com o tempo, ajudaram a Rebelião Libertadora da Estrela Negra. A reconstrução da Kurama a partir de destroços, transformada na StarBlue, simbolizou a metamorfose: de vítima a agente. Emir assumiu o comando da nova embarcação, reunindo uma tripulação heterogênea que incluía Maskibri Lhoso, Arson Scaman, Dr. Kanan Jannus, Aladiah e agora a providencial ajuda do ziguiano Oriar Keqsic Obiblue que trouxe informações da rebelião e do inteligente Draxlack Urtakval, filho do líder de Vegulus e que trabalhou incessantemente na construção da nova nave. A StarBlue tornou-se um farol de esperança e um instrumento de operações clandestinas contra o Império Galáctico.
Missões e Sacrifícios
As missões da StarBlue e, posteriormente, da Magnaguard X-16, foram marcadas por audácia e perdas. Operações de infiltração, resgates e roubos de tecnologia — como a tentativa de obter os esquemas genéticos do programa CIANOP — colocaram Emir e sua tripulação em rota de colisão com o poder imperial. Entre novos companheiros como o Comandante Kilrrog Black Scale, o Major Qaspiel, o Tenente Prince Lentulus, Zigfrid Zan Zimmer (prefeito de Silla), Boris Ethernus, Merlin Van Gault, Atlas 22 Borges e a improvavel Miss Universo Sininho. Em Bargano (Starhide), em Danatar, em Silla (Archenar), cada vitória trouxe um preço: a morte de aliados (Arson Scaman, Dr. Phibeas Hacor, Qaspiel e Aladiah), a traição de espiões (Draxlack Urtakval), a destruição de bases e a implacável perseguição pelo Vespertino Yeus Mortaba. Emir, como capitão, mostrou-se um líder que aceitava o ônus da decisão; sua mão firme salvou vidas, mas também o levou a carregar o peso dos que não sobreviveram.
A Aliança e a Batalha de Cursa
A habilidade de Emir em comandar não se limitou ao convés de sua nave. Ele foi peça-chave nas negociações que uniram a Rebelião à Resistência dos 5, um movimento que culminou em operações conjuntas e na Batalha de Cursa. A Magnaguard X-16, sob seu comando, participou de ações decisivas que abalaram as estruturas imperiais. A captura e fuga em Nuarca, a retirada sob fogo inimigo e a coordenação com líderes de diversos sistemas demonstraram sua capacidade de articular estratégia em escala galáctica. Ainda assim, cada vitória era temperada pela lembrança dos que tombaram: cientistas, amigos, e a constante sombra do Imperador Lanos Larita Lavolk.
O Cerco Final em Starhide
O desfecho da trajetória de Emir ocorreu em Starhide, onde a Rebelião planejou um ataque para destruir uma arma capaz de obliterar planetas. A missão, talvez a mais audaciosa, foi marcada por traições internas e pela manipulação do poder sombrio. A Magnaguard X-16 foi comprometida por um espião; Prince Lentulus, corrompido, virou a arma contra seus antigos companheiros. No salão do trono, diante do Imperador, a luta atingiu seu ápice: Maskibri Lhoso caiu, Obiblue foi gravemente ferido, o Almirante Amehlo Amnandi (líder da missão) e Emir foram alvejados. Vendo que Sininho estava para se entregar ao Imperador e entregar tudo o que sabia, o Almirante Amehlo Amnandi sabia que o fim havia chegado ou tomava a decisão drástica ou o império jamais cairia. Acionou as bombas pelas instalações de combustivel da maquina de guerra. Quando as bombas detonaram, o colapso de Starhide desencadeou um cataclismo que partiu o planeta e varreu o sistema inteiro. A explosão selou o destino de Emir e de seus companheiros, alem de bilhões de almas de starhidianos nos mares do planeta; seus restos jamais foram encontrados, e sua morte tornou-se parte do mito que a Rebelião carregaria.
Legado e Memória
A história de Emir Var Emreis é a de um draconiano que transformou uma limitação em força e uma derrota em resistência. Sua vida atravessou a transição de lealdade institucional para compromisso com uma causa maior; sua liderança foi forjada em batalhas e em decisões que exigiram sacrifício. Para aqueles que lutaram ao seu lado, Emir foi capitão, irmão e símbolo de obstinação. Para a galáxia, tornou-se um nome ligado à resistência contra a tirania. Seu legado não é apenas militar: é moral. A memória de Emir persiste nas histórias contadas nas mesas de comando, nas canções dos refugiados e nas marcas deixadas nas naves que cruzaram as estrelas em sua companhia. Ele morreu em combate, mas sua vida continuou a inspirar a luta por liberdade.
Linha do Tempo
Muito ciclos antes da UPC — Nascimento em Sutamya, Dracon; formação em sistemas de segurança e artes marciais; campanhas contra os Polaris.
Ano 25 da UPC — Dracon adere à UPC; Emir é designado pelas forças de segurança de Dracon para a UPC; entra como Sargento na UPC Capela.
Ano 28 da UPC — Batalha de Goodles; início da Guerra Sombria; UPC sofre derrota pela Armada Sombria.
Ano 33 da UPC — Contra-ataque e Batalha de Hedén; retomada da capital planetária; Emir participa a bordo da UPC Capela.
Ano 36 da UPC — Batalha de Canus; fim da Guerra Sombria; promovido a Tenente; transferido para UPC Canopus como Oficial Chefe de Segurança.
Ano 55 da UPC — Serve como Oficial Chefe de Segurança da UPC Arcanjo.
Ano 67 da UPC — Promovido a Tenente Comandante; transferido para UPC Kurama Yako como Primeiro Oficial.
Ano 74 da UPC — Golpe de Estado de Lanos Larita Lavolk; motim na UPC Kurama Yako; Emir lidera a prisão do capitão traidor; queda da Kurama em Vegulus; Emir sobrevive ao desastre.
Ano 75 da UPC — Fundação da Rebelião Libertadora da Estrela Negra; Emir e sobreviventes auxiliam a formação da resistência.
Ano 80 da UPC — Reconstrução da Kurama como StarBlue; Emir assume o comando da nova nave; missões de infiltração e obtenção de informações estratégicas contra o Império.
Ano 81 da UPC — Confrontos com a frota imperial; destruição da StarBlue em combate; tripulação salva e dispersa; refúgio em Silla (Archenar) e envolvimento com a Kaustubh e os conflitos em Archenar.
Ano 82 da UPC — Fuga de Silla a bordo da Magnaguard X-16; descoberta do projeto CIANOP e das manipulações genéticas do Imperador; alianças com a Resistência dos 5.
Ano 84 da UPC — Batalha de Cursa; ataque às docas de Nuarca; Magnaguard X-16 participa de operações decisivas; vitória rebelde que fortalece a resistência.
Ano 90 da UPC — Missão final em Starhide para destruir a arma planetária; infiltração e traição; detonação que parte o planeta; Batalha de Starhide; desaparecimento e morte de Emir Var Emreis durante o cataclismo.
