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Trevus Dragneel

Ficha Técnica:

Planeta natal: Conselho Mágico de Archenar
Local de nascimento: Menton
Raça: Archenariano
Idade ao falecer: desconhecido
Profissão: militar
Reação: -1
Data do falecimento: Ano 102 da UPC
Filiação: Conselho Mágico de Archenar; Guilda Tecnológica; Rebelião Libertadora da Estrela Negra; UPC
Relações:

  • Belag Dragneel (pai)

  • Valiariar Belma Dragneel (mãe)

  • Galeriom Dragneel (irmão)

  • Mirilon Dragneel (irmão)

  • Lian Benares (esposa)

  • Melendista (filha)

  • Moldelior (filho)

  • Trevus Dragneel Junior (filho)

Naves em que atuou:

  • CMA Kaustubh

  • UPC Archenar

  • UPC Horizonte

Jogador: Gabriel Castro

O Nascido nas Sombras de Menton

Trevus Dragneel nasceu na cidade de Menton, situada na face permanentemente sombria do planeta Archenar. O ambiente em que veio ao mundo era marcado por hostilidade constante, onde a sobrevivência era determinada pela força, pela astúcia e pela capacidade de adaptação. Menton não era apenas um território inóspito, mas um centro de práticas mágicas severas e de relações sociais moldadas pelo conflito.

Filho de Belag Dragneel e Valiariar Belma Dragneel, ambos magos das trevas integrados à estrutura de assassinos da região, Trevus cresceu em meio a uma cultura de caça, eliminação de alvos e confrontos recorrentes com criaturas hostis, especialmente orcs. Seus irmãos seguiram caminhos alinhados às tradições familiares: Galeriom voltou-se à necromancia, enquanto Mirilon desenvolveu afinidade com a magia elemental.

Trevus, no entanto, manifestou desde cedo uma inclinação distinta. Sua afinidade não estava centrada em rituais arcanos tradicionais, mas na convergência entre magia e mecanismos. A tecnomancia, ainda vista com desconfiança em Archenar, tornou-se seu campo de interesse principal. Esse desvio do padrão familiar provocou tensões silenciosas dentro da própria casa Dragneel, marcando desde cedo sua condição de dissidente.

Aos quatorze anos, rompeu definitivamente com Menton. Sem despedidas formais, abandonou o núcleo familiar e atravessou o planeta em direção à face iluminada, deixando para trás não apenas a cidade natal, mas todo um modo de vida fundamentado na violência ritualizada.

A Travessia para a Luz e o Encontro com a Guilda

A migração para o hemisfério iluminado de Archenar marcou o início de uma longa fase de errância. Trevus passou a viver de trabalhos esporádicos, oferecendo manutenção técnica e aprimoramentos mágicos a comunidades rurais e postos isolados. Foi nesse período que consolidou sua habilidade de integrar sistemas mecânicos com circuitos arcanos, produzindo soluções práticas que iam além da magia convencional.

Sua reputação, embora discreta, chamou a atenção da Guilda Tecnológica — uma organização ainda marginalizada dentro da hierarquia mágica de Archenar. O contato decisivo ocorreu quando Trevus foi apresentado a Merlin Von Gault, então líder da Guilda. O encontro foi marcado por desconfiança mútua, acentuada pelo preconceito histórico contra os nascidos na face escura do planeta.

Ainda assim, Merlin reconheceu o potencial singular do jovem tecnomante. A afinidade intelectual entre ambos resultou na integração formal de Trevus à Guilda, tornando-o o primeiro mago oriundo de Menton a ocupar tal posição. A partir desse momento, iniciou-se um período de intensa produção técnica, aprendizado e desenvolvimento estrutural.

Com o tempo, a relação entre Trevus e Merlin ultrapassou o vínculo profissional, transformando-se em uma parceria de confiança. Quando Merlin foi convocado pelo Conselho Mágico de Archenar para assumir funções políticas, a liderança da Guilda Tecnológica foi transferida a Trevus, que passou a coordenar suas atividades em um momento de crescente instabilidade galáctica.

Foi também nesse período que Trevus conheceu Lian Benares, maga especializada em magias corporais e mentais. O vínculo entre ambos consolidou-se rapidamente, culminando em uma união que atravessaria guerras e colapsos políticos. Estabelecidos na cidade de Silium, formaram uma família e tiveram três filhos: Melendista, Moldelior e Trevus, o mais jovem.

O Colapso do Conselho e a Guerra que Reescreveu Archenar

A estabilidade construída ao longo de décadas foi rompida no Ano 74 da UPC, quando Lanos Larita Lavolk executou o golpe que deu origem ao Império Galáctico. Em Archenar, a crise agravou-se no Ano 79 da UPC, com a traição de Jalamar Leyt, então Conselheiro e Guardião da Joia da Vida. O roubo da Kaustubh comprometeu o equilíbrio mágico do planeta e abriu caminho para a invasão imperial.

No Ano 81 da UPC, o Império atacou diretamente Archenar. O Conselho Mágico foi aprisionado no Castelo Palamar, e Merlin foi capturado. Após escapar, partiu em busca de apoio externo, enquanto a defesa interna do planeta recaiu sobre a família Dragneel e os remanescentes da Guilda Tecnológica.

Diante de soldados imperiais geneticamente modificados e imunes à magia tradicional, Trevus compreendeu que a sobrevivência dependia de uma nova abordagem. A tecnologia, antes marginalizada, tornou-se o eixo central da resistência. Quando Merlin enviou de fora do planeta os projetos de naves de combate, Trevus assumiu a liderança da construção de uma frota inteira, fundindo engenharia, magia e estratégia militar.

A armada archenariana entrou em combate pela primeira vez no Ano 84 da UPC, durante a Batalha de Cursa. Ao lado do almirante Zigfrid Zan Zimmer, Trevus atuou como comandante tático, coordenando as forças que garantiram a vitória da Rebelião Libertadora da Estrela Negra naquele setor.

Starhide e a Fratura Definitiva

O conflito atingiu seu ponto crítico no Ano 90 da UPC, quando a Rebelião decidiu atacar a superarma imperial em construção no sistema de Starhide. Merlin assumiu o comando da nave capitânia CMA Kaustubh, tendo Trevus como Primeiro Oficial Tático.

A batalha resultou na destruição completa do planeta Starhide após a detonação da Magnaguard X-16. A explosão incinerou a atmosfera, eliminou a guarnição imperial e resultou na morte presumida de toda a equipe destacada para a missão. O evento também culminou na morte do próprio imperador Lanos Larita Lavolk.

A vitória teve custo extremo. A devastação marcou profundamente os envolvidos e encerrou definitivamente a guerra em Archenar. No ano seguinte, Jalamar Leyt foi capturado e condenado à prisão perpétua, e a Joia da Vida foi restaurada ao seu local de origem. Merlin assumiu o posto de Guardião, isolando-se da vida política, após perder sua amada Sininho.

Com o fim do conflito, Trevus e Lian optaram por deixar Archenar. Aderiram à recém-formada Frota Branca da UPC, tornando-se os primeiros representantes formais de seu planeta na nova ordem galáctica.

A Frota Branca e o Último Comando

Trevus ingressou na Frota Branca como Tenente, servindo inicialmente na UPC Archenar. Em reconhecimento à sua experiência e desempenho, foi promovido a Tenente Comandante no Ano 98 da UPC e transferido para a UPC Horizonte, onde passou a exercer a função de Oficial Chefe de Segurança.

No Ano 102 da UPC, a Horizonte recebeu a missão diplomática de escoltar o embaixador Manucharov Egor após negociações em Vandar capital da UPC em Antares. Lian Benares integrava a missão como diplomata responsável pelos contatos iniciais com o planeta Flantar.

Durante o retorno, a nave detectou a presença da Imperial Larita, antiga nave de Lanos Larita Lavolk. A decisão de perseguição foi tomada pelo Capitão Egros Balmares, apesar das reservas expressas por parte da tripulação. A perseguição conduziu a UPC Horizonte à Nebulosa do Pilar, onde uma tempestade de íons comprometeu gravemente os sistemas da nave.

Com os escudos em colapso e a destruição iminente, Trevus e Lian dirigiram-se ao núcleo de dilítio. Utilizando a tecnomancia combinada às magias corporais e mentais, sustentaram os escudos tempo suficiente para permitir a sobrevivência da tripulação. A radiação, no entanto, foi fatal.

Ambos morreram no interior da nave, de mãos dadas, enquanto a UPC Horizonte conseguia atravessar a nebulosa e cair em Kantaryo.

O Legado Silencioso

Os corpos de Trevus Dragneel e Lian Benares foram encontrados na seção de engenharia após o resgate planetário. A nave, embora severamente danificada, permaneceu funcional graças ao sacrifício do casal.

A sobrevivência posterior de Lanos Larita em Kantaryo e a execução dos remanescentes da tripulação anos depois não alteraram o peso de seu último ato. Trevus Dragneel encerrou sua trajetória como viveu: sustentando estruturas maiores do que si mesmo, unindo magia e tecnologia para preservar vidas alheias.

Seu nome permaneceu associado não à glória, mas à função silenciosa que manteve sistemas inteiros em funcionamento quando tudo ao redor colapsava.

Linha do Tempo

  • Vários ciclos antes da UPC — Nascimento de Trevus Dragneel na cidade de Menton, localizada na face sombria do planeta Archenar. Cresce em um ambiente dominado por magia das trevas, dentro de uma família ligada a práticas de caça e assassinato. Desde cedo manifesta afinidade por magia tecnológica, em contraste com os costumes de sua linhagem. Abandona Menton ainda jovem e migra para a face iluminada de Archenar. Passa a atuar de forma independente, utilizando tecnomancia para auxiliar comunidades locais. Posteriormente ingressa na Guilda Tecnológica, tornando-se o primeiro mago oriundo da face sombria a integrá-la formalmente. Estabelece vínculo com Merlin Von Gault e assume, mais tarde, a liderança da Guilda. Casa-se com Lian Benares. O casal estabelece residência em Silium, onde nascem seus três filhos: Melendista, Moldelior e Trevus. A Guilda Tecnológica passa a operar sob sua liderança direta.

  • Ano 74 da UPC — Golpe de Estado liderado por Lanos Larita Lavolk. Proclamação do Império Galáctico. O equilíbrio político da galáxia é rompido.

  • Ano 79 da UPC — Jalamar Leyt, então Conselheiro e Guardião, trai Archenar e rouba a Joia da Vida (Kaustubh), provocando instabilidade mágica planetária.

  • Ano 81 da UPC — O Império Galáctico invade Archenar. O Conselho Mágico é capturado no Castelo Palamar. Merlin Von Gault escapa e parte em busca de apoio externo. A família Dragneel assume papel central na resistência de Silium. Trevus passa a coordenar esforços tecnológicos defensivos. Merlin encontra sobreviventes da nave StarBlue e inicia aliança com a Rebelião Libertadora da Estrela Negra.

  • Ano 82 da UPC — Começa a construção da Magnaguard X-16. Ataque imperial a Silla e morte de Qaspiel. Fuga de Archenar a bordo da Magnaguard X-16. Merlin envia a Trevus os projetos de naves mágico-tecnológicas. Trevus, sua família e a Guilda Tecnológica iniciam a construção da primeira armada archenariana.

  • Ano 84 da UPC — Batalha de Cursa. Primeiro grande combate da armada de Archenar. Trevus atua como comandante tático ao lado do almirante Zigfrid Zan Zimmer. Vitória da Rebelião Libertadora.

  • Ano 90 da UPC — Conselho de Guerra da Rebelião decide atacar a superarma imperial em Starhide. Merlin assume o comando da CMA Kaustubh, tendo Trevus como Primeiro Oficial Tático. Durante a batalha, ocorre a destruição total do planeta Starhide. Desaparecimento da equipe especial da Magnaguard X-16. Morte presumida de sua tripulação. Jalamar Leyt é capturado por forças lideradas por Merlin e pela família Dragneel. A Joia da Vida é recuperada.

  • Ano 91 da UPC — Retorno da Joia da Vida a Archenar. Jalamar Leyt é condenado à prisão perpétua. Merlin Von Gault assume o posto de Guardião da Joia e isola-se na Torre do Guardião. Archenar integra oficialmente a UPC. Trevus Dragneel e Lian Benares ingressam na Frota Branca como os primeiros representantes de seu mundo.

  • Ano 94 da UPC — Tenente Trevus assume posto de Oficial Chefe de Segurança na nave UPC Archenar

  • Ano 98 da UPC — Promoção de Trevus ao posto de Tenente Comandante. Transferência para a nave UPC Horizonte, onde passa a atuar como Oficial Chefe de Segurança.

  • Ano 102 da UPC — Missão diplomática ao planeta Flantar para escolta do embaixador Manucharov Egor. Durante o retorno, a UPC Horizonte detecta a nave Imperial Larita. Perseguição até a Nebulosa do Pilar. Tempestade de íons compromete os sistemas da nave.
    Trevus Dragneel e
    Lian Benares dirigem-se ao núcleo de dilítio e sustentam os escudos com magia e tecnomancia. Ambos morrem durante o processo, salvando a tripulação. A UPC Horizonte cai no planeta Kantaryo.

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