

Arhu Peregrino Lunar
Ficha Técnica:
Planeta natal: Conselho Ancião de Dracon
Local de nascimento: Xeron
Raça: Draconiana
Idade ao falecer: 461 anos
Profissão: Militar, Especialista em comunicações de campo, Tradutor, Sargento
Reação: 0
Data do falecimento: Ano 106 da UPC
Filiação: Conselho Ancião de Dracon; União dos Planetas Confederados (UPC); Rebelião Libertadora da Estrela Negra
Relações:
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Zellatren (mãe)
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Drafni (esposa)
Naves em que atuou:
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UPC Liberdade
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UPC Canopus
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UPC Horizonte
Jogador: Marcello Kellsetti
O Ouvido Absoluto de Xeron
A origem de Arhu Peregrino Lunar remonta aos isolados laboratórios botânicos de Xeron, colônia de Dracon, onde o silêncio das selvas do sistema Rastaban moldou sua percepção sensorial. Filho de Zellatren, uma cientista de intelecto rigoroso, Arhu não cresceu sob a égide do combate físico tradicional de sua raça, mas sob a disciplina da acústica e da linguística. Sua infância foi marcada pelo desenvolvimento de uma capacidade sinestésica rara: a tradução de frequências em intenções. Enquanto a galáxia se armava, o jovem Draconiano decifrava os dialetos mais herméticos do quadrante, tornando-se uma peça intelectual valiosa antes mesmo de portar seu primeiro comunicador de campo.
O Batismo no Gelo de Polaris
A transição da vida acadêmica para o rigor militar ocorreu sob a brutalidade da Guerra Polaris. Convocado aos 140 anos, Arhu foi arrancado das temperaturas tropicais de Dracon para enfrentar o pesadelo gélido das trincheiras contra os invasores Polaris. Este período foi fundamental para a sua transformação de acadêmico em soldado; foi no frio extremo que ele compreendeu a urgência da comunicação sob fogo. Como oficial de campo, ele não apenas garantia o tráfego de mensagens, mas servia como o elo vital de sobrevivência para pelotões inteiros, aprendendo que o som de uma transmissão clara poderia significar a diferença entre a retirada estratégica e o extermínio.
O Elo da União e a Sentinela da Liberdade
Com a fundação da União dos Planetas Confederados (UPC), Arhu encontrou o propósito que unificava suas habilidades. Foi nesta fase que sua vida pessoal entrelaçou-se ao destino da galáxia ao desposar Drafni, uma oficial de elite cuja força tática complementava sua natureza analítica. A bordo da UPC Liberdade, durante a ascensão da Armada Sombria, Arhu destacou-se por sua capacidade de interceptar frequências inimigas que escapavam aos sensores automatizados. Sua atuação foi crucial na Batalha de Goodles, onde, apesar da queda do planeta, ele conseguiu manter redes de comunicação ativas para a evacuação de sobreviventes. Mais tarde com a morte do Presidente da UPC Thantavor, viu que a UPC precisava de um líder em batalha. Participou da Batalha de Hedén e depois da Batalha de Canus, consolidando sua reputação sob o comando do então respeitado Almirante Lanos Larita Lavolk que agora presidia a UPC interinamente.
O Exílio da Consciência
A ascensão do Império Galáctico em substituição à UPC marcou a crise moral de Arhu. Enquanto o agora Presidente da UPC Lanos Larita Lavolk centralizava o poder, Arhu viu sua esposa, Drafni, ser encarcerada em Vellendrir por dissidência política. Incapaz de conciliar seu juramento com a tirania imperial, o sargento desertou, tornando-se um ativo fundamental para a Rebelião Libertadora da Estrela Negra. Durante os anos de resistência, ele atuou como o tradutor das sombras, mediando a aliança histórica entre a Rebelião e a Resistência dos 5 ao lado de nomes como de Zustras Askro, Amber Lhosa Rot e Emir Var Emreis. Sua perícia linguística foi o cimento diplomático que permitiu a vitória na Batalha de Cursa e, finalmente, a derrubada do regime imperial em Starhide.
O Último Eco em Kantaryo
O capítulo final de sua jornada ocorreu a bordo da UPC Horizonte, onde Arhu servia como o ponto de equilíbrio diplomático entre os amigos de longa data: o Capitão Egros Balmares e a Conselheira Zastyr Manterok. Durante uma missão de escolta ao embaixador Manucharov Egor, a nave foi atraída para um confronto fatal na Nebulosa do Pilar contra a embarcação do criminoso de guerra Lanos Larita Lavolk que de alguma forma sobreviveu ao colpaos de Starhide. A batalha foi breve e ambas as naves não resistiram. Muitas baixas, amigos mortos. O desastre resultou na queda da UPC Horizonte no planeta isolado de Kantaryo. Arhu, gravemente ferido e paralisado pelo impacto, sobreviveu apenas para testemunhar o colapso dos valores que protegeu. Em um leito de hospital, desprovido de defesas físicas e abandonado pela sorte política do planeta, ele foi executado por Lanos Larita Lavolk, que pessoalmente silenciou o draconiano que outrora fora seu mais leal oficial de comunicações.
Linha do Tempo
Vários ciclos antes da UPC - Arhu nasce na cidade de Xeron, criado apenas por sua mãe. Forma-se em duas graduações e depois convocado para as forças militares de Dracon e luta contra os Polaris. Casa-se com a oficial militar draconiana Drafni.
Ano 16 da UPC - A UPC Canus faz os primeiros contatos diplomáticos com Dracon e Drüir.
Ano 25 da UPC - Dracon adere a UPC. Arhu e sua esposa Drafni são selecionados para integrar as forças da Frota Branca. Arhu vai para a UPC Canopus onde conhece Egros Balmares e Zastyr Manterok.
Ano 27 da UPC - Primeiro contato da UPC Canopus a qual Arhu estava com a Armada Sombria. Inicio dos ataques as colônias de planetas da UPC. Primeiro combate e a UPC Liberdade é muito danificada, Arhu aprende a língua Kham.
Ano 28 da UPC - Batalha de Goodles, invasão de Goodles, Canus e Antares pelas forças de Kham, Muzzolin e Hiver. Inicio da Guerra Sombria.
Ano 33 da UPC - Batalha de Hedén e retomada da capital da UPC.
Ano 35 da UPC - O Almirante Lanos Larita Lavolk assume o comando da UPC e começa um contra-ataque a Armada Sombria.
Ano 36 da UPC - Batalha de Canus e fim da Guerra Sombria. Arhu condecorado e promovido direto para Sargento.
Ano 41 da UPC - Assume como Oficial de Comunicações na UPC Drash-Aa-Com.
Ano 74 da UPC - Golpe de Estado e fundação do Império Galáctico por Lanos Larita Lavolk com o apoio dos Senadores. Arhu inicialmente apoia o Império, mas sua esposa Drafni é presa por insurreição e enviada para a prisão de Vellendrir. Arhu tenta liberta-la tentando falar com o Imperador, mas é ignorado. Ele deserta.
Ano 75 da UPC - Fundação da Rebelião Libertadora da Estrela Negra, Arhu entra para a Rebelião e entrega a localização da prisão e os comandos imperiais.
Ano 81 da UPC - A Rebelião liberta prisioneiros de Vellendrir, Drafni entre eles se reúne novamente com seu marido Arhu.
Ano 84 da UPC - Participa das reuniões entre a Rebelião e a Resistencia dos 5 servindo como tradutor, ajudando na união das duas forças contra o Império. Participa da Batalha de Cursa, primeira vitória da rebelião contra o império.
Ano 90 da UPC - Batalha de Starhide. Vitoria rebelde e destruição da Armada Imperial.
Ano 93 da UPC - Arhu assume como oficial de comunicações, mantendo sua patente de sargento, na novíssima UPC Horizonte. Reencontra Zastyr Manterock conselheira da nave.
Ano 101 da UPC - Seu amigo Egros Balmares assume o comando da UPC Horizonte, Arhu serve de equilíbrio entre Zastyr e Egros que não se dão bem. Zastyr pensa em se transferir. Arhu fica sabendo de sua promoção a tenente assim que voltar da próxima missão.
Ano 102 da UPC - Participa da missão diplomática ao planeta Flantar para buscar o Embaixador Manucharov Egor que discursara em Vandar (capital a UPC no planeta Antares) nos termos de adesão do planeta. Zastyr fala para Arhu sobre sua mudança para a Academia da UPC onde lecionaria como professora. Última vez que Arhu fala com Drafni em uma mensagem antes da viagem de volta. Na viagem de retorno, a UPC Horizonte detecta e persegue a Imperial Larita (nave de Lanos Larita Lavolk). Batalha na Nebulosa do Pilar. Ambas as naves caem no planeta desconhecido Kantaryo. Resgatados pelo governo local, fica sob os cuidados da Dra. Asuma Traubout. Arhu tem vários ferimentos estando paraplegico, sedado fica no hospital militar. Transferido posteriormente para um laboratorio secreto onde foi submetido a experiências genéticas.
Ano 106 da UPC - O governo do planeta convulsiona, Carly D'Atoxx toma o poder aliado a Lanos Larita Lavolk e entrega para ele a localização dos sobreviventes. Arhu e seus companheiros são assassinado por Lanos Larita Lavolk no complexo militar de Kantaryo.
