
%20-%20(Canopus).jpg)
Alexander Bloop
Ficha Técnica:
Planeta Natal: Governo Popular de Canopus
Local de Nascimento: Larantis, capital de Canopus
Raça: Canopulano
Idade ao falecer: 112 anos
Profissão: Engenheiro – especialista em mecânica aeroespacial e propulsão interplanetária
Reação: +1
Data do Falecimento: Ano 84 da UPC
Filiação: Governo Popular de Canopus e União dos Planetas Confederados (UPC)
Relações:
-
Pai: Tarel Bloop
-
Mãe: Sarya Drel Bloop
-
Irmãos: Nerel, Vixa, Darn, Alexander, Meira, Haval e Soren
Naves em que atuou:
-
UPC Ragnarok – Embaixador
Jogador: Davi Nascimento
O Engenheiro da Revolução
Alexander Bloop nasceu na cidade de Larantis, a imponente capital de Canopus, em meio aos brilhos de uma sociedade burguesa consolidada, mas já corroída pela desigualdade. Filho de Tarel Bloop, engenheiro mecânico e fundador de um conglomerado de fábricas de peças de reposição, e de Sarya Drel Bloop, uma química industrial especialista em combustíveis sintéticos, Alexander cresceu entre os sons das oficinas e as fórmulas experimentais da mãe.
Era o quarto entre sete filhos: Nerel, Vixa, Darn, Alexander, Meira, Haval e Soren — todos, de algum modo, envolvidos nas engrenagens da corporação familiar. Mas desde muito cedo, Alexander demonstrava um brilho particular. Aos doze anos, já desenhava componentes inéditos para os sistemas hidráulicos da empresa. Seu pai, impressionado com o talento precoce, decidiu investir pesado em sua formação.
Cursou matemática pura, engenharia mecânica e mecânica aeroespacial, formando-se com louvor na Universidade de Engenharia de Larantis. Ainda jovem, fundou, com colegas de curso, a empresa Padorar Engenharia de Naves, responsável por criar o primeiro motor de dobra 8 funcional do setor, adotado pelas frotas militares do então Império Canopulano.
O Despertar de Canopus
Por gerações, Canopus vivera sob o jugo de uma dinastia imperial autoritária, onde a tecnologia servia mais à opressão do que ao povo. Com o tempo, um movimento de juventude emergiu — revolucionário, cultural, político. Alexander tornou-se um de seus rostos, não como líder de multidões, mas como mente brilhante a serviço do futuro.
Durante os protestos, conheceu Hathas Alvionre, jovem idealista e orador magnético. Tornaram-se amigos e confidentes, debatendo incansavelmente sobre um novo modelo de mundo. Contudo, a resposta do Império foi brutal. O que começou como manifestação pacífica tornou-se tragédia. Com o massacre de jovens nas ruas, o desejo por liberdade cedeu espaço ao fogo da vingança.
Uma célula radical da revolução executou o ataque final: invadiu o castelo imperial em Larantis e eliminou o Imperador e sua família. O império caiu. Mas Canopus mergulhou no caos da guerra civil.
Reconstrução e Inovação
Foram seis meses de batalhas ferozes até os militares se renderem. Hathas foi aclamado pelo povo como presidente do novo governo, e com ele, nomeou Alexander Bloop para liderar a reconstrução tecnológica e diplomática do planeta.
Alexander aceitou a missão. Desenvolveu programas de educação, saúde pública e energias renováveis. Sua expertise abriu portas com outros planetas, especialmente com Canus e Capela. Canopus voltou a crescer — e agora, como símbolo de inovação e justiça.
Mas nem todos aceitaram essa nova ordem. Velhos nobres e empresários falidos fundaram a Real Canopus, um movimento armado e reacionário, disposto a restaurar a monarquia. Pequenos no início, mas cada vez mais perigosos.
A Guerra nas Estrelas: A Batalha do Cruzeiro
Foi nesse cenário que Zustras Askro, embaixador de Canus e amigo de Alexander, chegou a Canopus com uma notícia alarmante: a Armada Veneno, força devastadora do núcleo galáctico, avançava. Antares já tremia. E Canopus seria o próximo.
Hathas sabia o que fazer — atacar primeiro. E Alexander, mais uma vez, foi chamado.
Ele supervisionou a criação de novas naves de guerra, equipadas com propulsores de dobra 8.8, movidas por energia limpa extraída diretamente dos oceanos de Canopus. A frota foi mobilizada. No sistema Gacrux, a Frota Canopulana virou o jogo. Ao lado da Frota Branca, enfrentaram e derrotaram a Armada Veneno.
A galáxia encontrava a paz novamente.
Paz e Reconhecimento
Meses depois da vitória, Zustras retornou a Canopus. Alexander o recebeu como herói e embaixador. Organizou palestras, congressos, alianças. Foi dele a iniciativa de negociar a entrada de Canopus na recém-formada UPC — União dos Planetas Confederados.
O convite formalizado não foi apenas um gesto diplomático, mas o reconhecimento de que Canopus se tornara, enfim, uma potência tecnológica, científica e política da galáxia.
No Ano 6 da UPC, Alexander Bloop preparava o evento que receberia, em Larantis, a Chanceler das Embaixadas vindo de Goodles para assinatura da adesão do planeta junto a UPC. Mais do que nunca, Canopus estava no centro do futuro. E Alexander, seu arquiteto.
O Grande Terremoto de Larantis
O Grande Terremoto de Larantis foi um cataclismo submarino que resultou na destruição total da cidade-capital do planeta Yulun. Ocorreu durante a cerimônia de adesão de Yulun à União dos Planetas Confederados (UPC), quando uma série de abalos sísmicos culminou na abertura de uma fenda colossal no fundo do oceano, engolindo a metrópole submersa. Milhares morreram, incluindo o presidente Hathas Alvionre, que se sacrificou para permitir a evacuação de parte da população. O evento marcou não apenas o fim de uma era para os yulungs, mas também simbolizou o nascimento de uma nova fase, mais integrada à comunidade interplanetária. A fenda aberta foi posteriormente nomeada de Larantis, e um monumento foi erguido no local em homenagem às vítimas e à resistência do povo de Yulun. Alexander foi um dos sobreviventes, salvando vários visitante e carregando nos braços o Conselheiro Chefe de Juliet Jorian Rot, que acabou por tornar-se seu melhor amigo.
Juliet e a UPC
Foi atraves da amizade de Alexander e Jorian que Juliet tornou-se um membro da UPC, dois após a destruição de Larantis. Jorian acompanhou de perto a reconstrução de Larantis enviando médicos para o planeta afim de ajudar os feridos e os traumatizados. Dessa amizade surgiu a ideia de participar da União. Foi na Presidencia de Cardan Varlen que Juliet aderiou a união, no ato de assinatura, os Juliets foram atacados pela armada Mizzariana na tentativa de impedir que mais planetas pudessem se unir e tornar a UPC uma potência galáctica. A batalha ficou conhecida como Batalha de Cassiopeia e aconteceu na orbita da luz vizinha de Juliet. A vitoria da UPC graças as táticas de combate do Capitão Karas Kardassian foi decisiva para a expulsão dos mizzarianos do Núcleo Galáctico.
O Retorno do Embaixador
Alexander Bloop foi um dos mais longevos representantes de Canopus na União dos Planetas Confederados. Sua carreira diplomática teve início em ciclos anteriores, mas foi no Ano 16 da UPC que retornou ao cargo de Embaixador por Canopus, consolidando sua imagem como voz firme e conciliadora entre os sistemas. Novamente, no Ano 32 da UPC, foi reconduzido ao mesmo posto, sinal de confiança e respeito que sua liderança inspirava.
O Guardião da Justiça
No Ano 60 da UPC, Alexander alcançou o ápice de sua carreira política ao ser escolhido pelo recém-eleito presidente Pletu Pronexa como Presidente do Conselho de Justiça da UPC. Nesse cargo, tornou-se guardião das leis interplanetárias, responsável por arbitrar disputas e garantir que a ordem confederada fosse mantida. Sua reputação era de integridade e equilíbrio, um homem que acreditava na força da lei como escudo contra a tirania.
O Prisioneiro da Força Sombria
Mas a estabilidade da galáxia foi quebrada pelo avanço do Império Galáctico. No Ano 82 da UPC, Alexander Bloop foi capturado e aprisionado. Sob o domínio de Lanos Larita Lavolk, que utilizava os poderes de persuasão da força sombria da Chama Púrpura, o embaixador foi forçado a trabalhar contra seus princípios. Obrigado a projetar uma máquina de destruição em massa, Alexander carregou em silêncio a culpa de contribuir para a engrenagem da guerra. O homem que dedicara sua vida à diplomacia e à justiça tornou-se instrumento involuntário da devastação.
O Sacrifício em Nuarca
Dois anos depois, no Ano 84 da UPC, Alexander foi mantido prisioneiro na Doca Espacial de Nuarca. A pressão da culpa e o peso da manipulação o levaram à loucura. Em um ato final de desespero e redenção, abriu o hangar da estação para o espaço, cometendo suicídio. Mas sua morte não foi em vão: ao fazê-lo, permitiu que o grupo espião da nave Magnaguard X-16 escapasse da armadilha imperial. O gesto transformou sua tragédia pessoal em salvação coletiva.
O Sepultamento em Canopus
Seu corpo foi recuperado e levado de volta ao Governo Popular de Canopus, onde recebeu sepultamento oficial. A cerimônia foi marcada por silêncio e reverência, lembrando não apenas o embaixador que serviu por décadas, mas o homem que, em sua última ação, escolheu salvar outros em vez de se salvar a si mesmo. Seu fiel amigo Jorian Rot estava presente, foi a última vez que o embaixador Rot foi visto com vida, entregando sua essência ao lado da esposa anos depois.
Linha do Tempo
Antes da UPC:
-
Nasce em Larantis, capital do planeta Canopus, em uma família burguesa industrial.
-
Aos 12 anos, desenha suas primeiras peças mecânicas, aplicadas nas fábricas do pai.
-
Ingressa na Universidade de Engenharia de Larantis, destacando-se em matemática e mecânica aeroespacial.
-
Forma-se com louvor. Funda, junto com colegas, a empresa Padorar Engenharia de Naves, que desenvolve o motor de dobra 8 para naves do Império Canopulano.
-
Participa de protestos contra a monarquia. Conhece Hathas Alvionre†, futuro líder da Revolução. Protestos pacíficos viram confrontos violentos após repressão imperial. Jovens são mortos. Um grupo radical invade o castelo imperial e mata o Imperador e sua família. Guerra civil explode em Canopus. Alexander atua nos bastidores como cientista e articulador.
-
Com a vitória da Revolução, Hathas é aclamado Presidente. Alexander é nomeado para o Gabinete de Reconstrução e Desenvolvimento Tecnológico. Lidera a implementação de políticas públicas, projetos de energia limpa e diplomacia científica. Surge a Resistência da Coroa, grupo monarquista armado. Supervisiona a produção da nova frota canopulana, equipada com tecnologia de dobra 8.8.
-
Ano 0 da UPC - Recebe Zustras Askro, embaixador de Canus, com alertas sobre a aproximação da Armada Veneno. Participa da Batalha do Cruzeiro, onde a frota de Canopus, ao lado da Frota Branca, destrói a Armada Veneno no sistema Mimosa.
-
Ano 3 da UPC – Reforça os laços diplomáticos com Canus, Capela e Goodles. Organiza a visita de Zustras Askro a Canopus, promovendo ciência, cultura e união.
-
Ano 5 da UPC – Negocia a entrada de Canopus na UPC – União dos Planetas Confederados.
-
Ano 6 da UPC – Prepara o evento para receber o presidente da UPC, Gabriel, em Larantis, consolidando Canopus como uma das potências da nova ordem galáctica. Participa dos eventos do Grande Terremoto de Larantis.
-
Ano 7 da UPC - Participa dos eventos de Batalha de Cassiopeia.
-
Ano 16 da UPC - Retorna ao cargo de Embaixador por Canopus.
-
Ano 32 da UPC - Retorna ao cargo de Embaixador por Canopus.
-
Ano 60 da UPC - Presidente do Conselho de Justiça da UPC escolhido pelo recém eleito presidente Pletu Pronexa.
-
Ano 82 da UPC - Preso pelo Império Galáctico é obrigado por Lanos Larita Lavolk através de poderes de persuasão da Força Sombria a construir uma maquina de destruição em massa.
-
Ano 84 da UPC - Preso na Doca Espacial de Nuarca ele enlouqueceu com a culpa. Comete suicídio abrindo o hangar da doca para o espaço e ao mesmo tempo salvando o grupo espião da Magnaguard X-16. Seu corpo é recuperado e sepultado no Governo Popular de Canopus.
