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Kazuto 48 Sao
Ficha Técnica:
Planeta natal: Jaez Titânica
Local de nascimento: cidade de Sao
Raça: Titânico
Idade ao falecer: 29.330 anos
Profissão: médico; oficial médico militar
Reação: +2
Data do falecimento: Ano 106 da UPC
Filiação: Jaez Titânica; Rebelião Libertadora da Estrela Negra; UPC
Relações:
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George 48 Kunon (pai)
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Ninchen 48 Operin (mãe)
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Nyra 48 Sao (irmã)
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Nilcol (esposa, falecida)
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Pelmor (filho, falecido)
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Atuward Olinmon (esposo)
Naves em que atuou:
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JT May
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UPC Horizonte
Jogador: Raphael Gea
Sao, entre a Pedra e o Silêncio
Kazuto 48 Sao nasceu na cidade de Sao, em Titã, uma região de relevo severo e clima hostil, onde a permanência era construída pela disciplina e pela repetição do esforço diário. Filho de George 48 Kunon e Ninchen 48 Operin, cresceu em um núcleo familiar coeso, marcado pelo trabalho constante e por expectativas claras. Sua irmã mais nova, Nyra 48 Sao, fazia parte desse cotidiano rígido, no qual a sobrevivência não era tratada como exceção, mas como regra.
Ainda durante a juventude, a família mudou-se para Matran, capital de Titã. A transição não rompeu os laços familiares, mas ampliou o contato de Kazuto com estruturas mais complexas de organização social e institucional. Foi nesse ambiente que sua atenção natural ao sofrimento físico se consolidou em escolha profissional. Ferimentos, falhas orgânicas e situações de risco não despertavam nele repulsa, mas necessidade de intervenção.
A Medicina e a Ruptura
Em Matran, Kazuto formou-se em medicina. Durante esse período, casou-se com Nilcol. A vida civil, no entanto, foi interrompida de forma definitiva. Nilcol morreu durante o parto, assim como o filho do casal, Pelmor.
Após a perda, Kazuto encerrou sua atuação como médico civil e vendeu a casa em Matran. Pouco tempo depois, ingressou no serviço militar como oficial médico, sendo designado para a nave JT May sob o comando do Capitão Icarim 16 Part. A escolha pelo espaço não foi acompanhada de discursos ou justificativas públicas. A frota oferecia risco constante, violência recorrente e exposição contínua à morte. Para Kazuto, isso foi suficiente.
O Santuario e o Fim do Véu
No Ano 80 da UPC, a nave rebelde StarBlue, caiu no Santuario dos Titânicos. O planeta abrigava a civilização lemuriana, considerada culturalmente sensível e sob observação indireta de Jaez Titânica. A presença de uma nave estrangeira e a interferência direta de sua tripulação nos costumes locais foram consideradas uma violação inaceitável.
Os estrangeiros foram expulsos do planeta. Antes da retirada, constatou-se que Dalana, princesa de Lemuria, estava grávida de Comandante Kilrrog Black Scale, um dos tripulantes da StarBlue. Diante da iminência de retaliação imperial e do risco à gestação, por ordem direta do Dr. Kazuto, Dalana foi removida do Santuario e levada para Titã.
Pouco depois, o cometa Xilub teve sua rota alterada por Yeus Mortaba, Vespertino da Chama Púrpura. O impacto devastou o Santuario, exterminando a fauna, a flora e toda a civilização lemuriana. O evento foi reconhecido como um ato de guerra do Império contra Jaez Titânica. A JT May entrou em combate contra Mortaba e seriamente danificada. Kazuto trabalhou para ajudar a tripulação, mas infelizmente o Capitão Icarim pereceu.
Até então, Titã atuava de forma velada, infiltrando agentes e oficiais no interior da estrutura imperial. A destruição do Santuario encerrou essa estratégia. Jaez Titânica ingressou oficialmente na Rebelião Libertadora da Estrela Negra.
Kazuto permaneceu servindo na JT May.
O Peso das Vitórias
Durante os ciclos seguintes, Kazuto permaneceu servindo a bordo da JT May, atuando como oficial médico em missões de exploração e contenção conduzidas pela Jaez Titânica. A nave operava em regiões instáveis, protegendo raças consideradas primitivas ou vulneráveis, muitas delas sob tutela direta de Titã. O trabalho não envolvia protagonismo militar, mas acompanhamento constante de conflitos localizados, evacuações emergenciais e consequências diretas da presença imperial em sistemas periféricos.
No Ano 84 da UPC, Kazuto participou da Batalha de Cursa, registrada como a primeira grande vitória da Rebelião Libertadora da Estrela Negra contra o Império Galáctico. Atuou prestando suporte médico aos titânicos infiltrados na base imperial de Nuarca, tratando ferimentos resultantes de combates diretos, sabotagens e repressões internas. A vitória não encerrou o conflito, mas consolidou a Rebelião como força organizada e visível.
Seis anos depois, no Ano 90 da UPC, Kazuto participou da Batalha de Starhide, novamente a bordo da JT May agora sob o comando da Capitã Maeva. O confronto resultou na destruição completa do planeta Starhide e no extermínio de sua população. Embora a ofensiva tenha culminado na derrota definitiva da armada imperial naquele setor, o custo foi alto, muitas vidas perdidas. Para Kazuto, Starhide não representou apenas um marco estratégico, mas a confirmação de que a vitória podia carregar o mesmo peso da derrota.
Com a queda da armada imperial, a UPC foi restabelecida. Parte dos oficiais titânicos, antes atuando de forma clandestina, foi incorporada à nova estrutura institucional. O conflito chegava ao fim, mas os efeitos acumulados permaneciam visíveis entre aqueles que haviam atravessado toda a guerra.
Horizonte de Esperança
No Ano 93 da UPC, Kazuto assumiu o posto de oficial médico chefe da recém-lançada UPC Horizonte, mantendo sua patente de tenente. A nave foi concebida como instrumento diplomático da nova ordem, símbolo de estabilidade após décadas de guerra. Para Kazuto, a UPC Horizonte representou uma mudança de função, não de convicção. Seu trabalho continuava centrado no tratamento de ferimentos, traumas acumulados e nas consequências tardias do conflito entre espécies.
No Ano 95 da UPC, Kazuto casou-se com o Tenente Atuward Olinmon, enfermeiro da nave. A união ocorreu em um período de relativa estabilidade institucional, quando a UPC buscava reorganizar seus territórios e relações interplanetárias. O casamento não apagou as perdas anteriores, mas marcou um intervalo possível dentro de uma trajetória dominada por rupturas, mas Kazuto estava feliz.
Escolhas do Caos
No Ano 102 da UPC, Kazuto integrou a missão diplomática ao planeta Flantar, designada para escoltar o Embaixador Manucharov Egor até Vandar - Antares, capital da UPC, onde seriam apresentados os termos formais de adesão do planeta. A UPC Horizonte operava como nave diplomática, e Kazuto exercia sua função de oficial médico chefe, responsável pela integridade física da tripulação e dos representantes envolvidos.
Durante a viagem de retorno, a UPC Horizonte detectou a Imperial Larita, nave do ex-imperador e criminoso de guerra Lanos Larita Lavolk. O Capitão Egros Balmares em um acesso de imprudencia, mesmo orientado pelo seu Primeiro Oficial Amon Barghash sobre a quebra de protocolo e os avisos de sua Oficial Chefe de Ciências Tenente Soara Atana sobre os perigos do local, deu ordem de segui-la. A perseguição resultou em confronto direto na Nebulosa do Pilar. A batalha foi interrompida quando ambas as naves foram atingidas por uma violenta tempestade de íons, sendo arremessadas para dentro de um vórtex atmosférico.
A destruição total foi evitada pela ação do Tenente Comandante Trevus Dragneel e de sua esposa, a embaixadora Lian Benares, que utilizaram magia na câmara de dilítio para reforçar os escudos da UPC Horizonte. A exposição à radiação foi fatal. Ambos morreram, dando suas vidas pela tripulação.
A ruptura do casco espalhou o caos pela nave. Kazuto deslocou-se para a enfermaria enquanto novos feridos chegavam de todos os setores. Entre as perdas, a Conselheira Zastyr Manterok foi lançada ao vácuo durante uma descompressão súbita. Nada pôde ser feito.
A Imperial Larita caiu em um planeta desconhecido. A UPC Horizonte, graças às travas gravitacionais acionadas pelo Tenente Craswerdh Vendreserwqw, permaneceu suspensa na atmosfera inferior do mesmo mundo, severamente avariada.
A enfermaria foi atingida. Kazuto e Atuward Olinmon tentaram proteger os pacientes enquanto a nave se desintegrava ao redor deles. O fluxo de feridos não cessou. A estrutura cedeu.
Um Mundo em Convulsão
A UPC Horizonte ficou suspensa sobre a cidade de Mithyr, visível para toda a população do planeta Kantaryo, até então desconhecido da UPC. O surgimento de uma nave alienígena em chamas provocou comoção imediata. As forças armadas foram mobilizadas por ordem do Presidente Pavyo Urton, enquanto a Deputada Trochilidae Orseau, líder do Parlamento, fez um pronunciamento pedindo calma à população.
Caças da aeronáutica, sob comando do Capitão Argos D’Fontelle e da Major Kana Reen, realizaram o reconhecimento da nave. Incêndios foram controlados. O casco apresentava rupturas profundas, protegidas por escudos energéticos residuais. Nenhum sinal de vida foi detectado externamente.
Equipes médicas lideradas pela Dra. Asuma Traubout e pelo Dr. Sakki Klack adentraram a nave. Na engenharia, foram encontrados mortos Trevus Dragneel e Lian Benares, vítimas da radiação. Foram resgatados com vida, porém em coma e com ferimentos graves:
Tenente Comandante Amon Barghash; Tenente Soara Atana; Sargento Arhu Peregrino Lunar; Embaixador Manucharov Egor; Tenente Craswerdh Vendreserwqw; Tenente Moskon Gial; Capitão Egros Balmares e Kazuto.
O único sobrevivente consciente foi o Sargento Andariel.
Kazuto foi encontrado segurando a mão de Atuward Olinmon, já morto, com o pescoço fraturado. Gravemente ferido, tentou se levantar, mas caiu e perdeu a consciência.
Cativeiro e Silêncio
Os sobreviventes foram levados para um centro médico sob cuidados da Dra. Asuma Traubout. Kazuto permaneceu em coma profundo. Mesmo inconsciente, não reagia aos estímulos de recuperação. Seu estado foi estabilizado, mas a cura se mostrou difícil.
Vinte e oito dias após a queda, alguns feridos apresentaram melhora. Ainda assim, o Capitão Egros Balmares e o Tenente Moskon Gial morreram. Relatos indicavam que a Imperial Larita havia caído no Deserto Escuro. O planeta mergulhou em convulsão política.
Os tripulantes da UPC Horizonte foram sequestrados pelo governo de Kantaryo, ocultados e submetidos a experiências secretas. A nave foi rebocada e desmontada nos porões do Estado.
O Golpe Final
Quatro anos após a queda, Carly D’Atoxx ascendeu ao poder com apoio popular manipulado por Lanos, o Vespertino obteve acesso ao complexo militar onde os sobreviventes estavam internados. Para eliminar qualquer oposição futura, Lanos assassinou todos.
Com seu sabre de energia matou um por um. Ao chegar a Kazuto, Lanos percebeu que o médico não resistia nem implorava. Kazuto aguardava. A morte foi rápida. Kazuto 48 Sao morreu no Ano 106 da UPC, em Kantaryo.
Linha do Tempo
Vários ciclos antes da UPC — Kazuto 48 Sao nasce na cidade de Sao, em Titã. Muda-se ainda jovem com a família para Matran, capital do planeta. Forma-se em medicina. Casa-se com Nilcol; ambos perdem o filho, Pelmor, durante o parto, e Nilcol morre no mesmo evento. Kazuto encerra sua vida civil, vende a casa em Matran e ingressa no serviço militar como oficial médico, sendo designado para a nave JT May.
Ano 80 da UPC — A nave rebelde StarBlue cai no planeta Santuario dos Titânicos. A interferência cultural é considerada inaceitável. Por ordem de Kazuto, Dalana, princesa de Lemuria, é removida do planeta e levada para Titã. O cometa Xilub, desviado por Yeus Mortaba, atinge o Santuario e extermina a civilização lemuriana. O ato é reconhecido como agressão imperial. Jaez Titânica ingressa oficialmente na Rebelião Libertadora da Estrela Negra. Kazuto permanece servindo na JT May.
Ano 84 da UPC — Participa da Batalha de Cursa, atuando como oficial médico no apoio aos titânicos infiltrados na base imperial de Nuarca. Primeira vitória aberta da Rebelião contra o Império.
Ano 90 da UPC — Participa da Batalha de Starhide a bordo da JT May. O planeta Starhide é destruído e sua população exterminada. A ofensiva resulta na derrota definitiva da armada imperial no setor e no fim da guerra.
Ano 93 da UPC — Com o restabelecimento da UPC, Kazuto assume como oficial médico chefe da nave diplomática UPC Horizonte, mantendo a patente de tenente.
Ano 95 da UPC — Casa-se com o Tenente Atuward Olinmon, enfermeiro da nave.
Ano 102 da UPC — Integra a missão diplomática a Flantar para escoltar o Embaixador Manucharov Egor. No retorno, a UPC Horizonte confronta a Imperial Larita, comandada por Lanos Larita Lavolk, na Nebulosa do Pilar. Uma tempestade de íons lança ambas as naves a um planeta desconhecido, posteriormente identificado como Kantaryo. A UPC Horizonte permanece suspensa sobre a cidade de Mithyr após severas avarias.
Ano 102–106 da UPC — Sobreviventes da UPC Horizonte são resgatados, posteriormente sequestrados pelo governo de Kantaryo e submetidos a experiências. A nave é desmontada e ocultada. O planeta entra em convulsão política. Carly D’Atoxx ascende ao poder.
Ano 106 da UPC — Lanos Larita Lavolk assassina os sobreviventes da UPC Horizonte no complexo militar de Kantaryo. Kazuto 48 Sao é morto de forma rápida.
