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Comodoro Édipo Michelet de Juliet.jpg

Édipo Michelet

Ficha Técnica:

Planeta natal: União Juliet
Local de nascimento: Obar
Raça: Juliet
Idade ao falecer: -
Profissão: Engenheiro
Reação: +4
Data do falecimento: -
Filiação: Corpo de Engenharia de Juliet;  Frota Branca da UPC;
Relações:

  • Pai: Delion Michelet

  • Mãe: Ferli Bal Michelet

  • Esposa: Velmina Aron

  • Filhos: Tranor Michelet (biológico); Lasvt, Umel, Susseion, Avelin, Ussur e Masyr (Drüir adotivos)

Naves em que atuou:

  • UPC Longevor (Oficial Chefe Engenharia)

  • UPC Capela (Primeiro Oficial)

  • UPC Zeta (Capitão)

Jogador: Davi Nascimento

Infância

Nascido em Obar, setor industrial da União Juliet, Édipo Michelet cresceu entre estaleiros, forjas e a cadência prática dos operários. Filho de técnicos e trabalhadores, teve desde cedo uma compreensão íntima da matéria: não apenas como substrato de construções, mas como linguagem pela qual se fala com o mundo. A disciplina e o senso prático daquela terra moldaram-no; a sensibilidade cultural julietiana temperou sua técnica com empatia. Ainda menino, alimentou uma curiosidade que mais tarde se tornaria vocação: traduzir ideias em estruturas sólidas, ver nos cálculos não frias equações, mas promessas de abrigo para vidas e comunidades. Essa infância fez dele alguém que respeitava a matéria e, ao mesmo tempo, a usava como instrumento de preservação — um traço que orientaria todas as suas opções.

Ascensão

Aos trezentos e dois anos Édipo ingressou na União dos Planetas Confederados. Entrou como engenheiro civil, levando consigo a formação prática de Obar e uma aversão ao desperdício de vidas. Logo nos primeiros anos destacou-se: no sexto ano da UPC integrou a equipe que erigiu o Concordia em Bubilas, obra que exigiu tanto engenhosidade técnica quanto sensibilidade às práticas locais julietianas. Posteriormente deslocou-se à Doca Espacial de Antares para aprofundar-se na construção de naves, transitando da macroarquitetura planetária para a microengenharia naval. Nos anos oitavo e nono ingressou como cadete na Academia da Frota Branca, onde sua formação técnica se somou ao treino militar. Formou-se no ano doze, voltou a Juliet para estágio e reencontrou Velmina Aron, com quem casou no ano treze. A combinação de perícia técnica, reflexos e uma leitura calma de situações fez com que desenvolvesse também aptidões de pilotagem e comando — traços que se transformariam em recursos decisivos em momentos de crise.

Feitos marcantes

Na tripulação e nas docas, Michelet deixou obras visíveis e gestos discretos: foi parte da construção do Concordia, especializou-se na engenharia de naves na Doca de Antares, e aportou suas capacidades em inúmeros consertos e improvisos táticos. Em sua passagem pela UPC Longevor, como Alferes, teve papel-chave nas operações para localizar e recuperar a UPC Antares; na operação do ano dezoito atuou com notória habilidade frente a autômatos gigantes, ao lado do Tenente Pincher Vortavox, executando manobras e improvisos que evitaram a perda total da missão. Por tais feitos e pelo senso de responsabilidade que demonstrou, foi promovido a Sargento no ano dezenove. Sua perícia também se mostrou em missão diplomática ao transportar a comitiva do Vice-Presidente Roshima Alheus, onde manobras seguras e precisão técnica promoveram contatos sensíveis. Assumiu chefia de engenharia da UPC Longevor e, mais tarde, ao servir como Oficial Chefe de Engenharia na UPC Capela, demonstrou capacidade para manter embarcações operantes sob fogo — evidenciada na Batalha de Canus. Avançou em postos: Comandante, Capitão da UPC Zeta , Comodoro e Vice-Diretor da Academia da Frota Branca , e, já na fase madura da carreira, promovido a Almirante. Como educador, integrou prática e experiência, difundindo métodos que privilegiavam redundância, tolerância a falhas e a preservação de vidas — legados técnicos que ultrapassaram sua própria geração. Também dirigiu instalações industriais e logísticas de grande importância como Diretor-Geral da Doca Hathas Alvionre .

Conflitos

A trajetória de Michelet cruzou-se com tragédias coletivas. A Guerra Sombria e a queda de Goodlesmarcaram um dos momentos mais dolorosos: a UPC Longevor foi vencida, milhares foram capturados e transformados em escravos no que se chamou O Covil; Édipo esteve entre os desaparecidos — escravizado, transferido, submetido a trabalho forçado por cinco anos. Seu retorno só ocorreu com a revolta dos escravos e a ação coordenada com cientistas e dissidentes, posteriormente a Batalha de Héden marcou a libertação de da galáxia da Armada Sombria. A experiência da escravidão deixou marcas profundas, mas também reforçou sua convicção de que a engenharia deveria servir à preservação da autonomia humana. Ainda em sua vida civil e política, enfrentou dilemas de lealdade quando, no golpe de Estado do ano setenta e quatro promovido por Lanos Larita Lavolk, escolheu posicionar-se contra a usurpação — decisão que o tornou alvo do novo regime. Para proteger família e preservar princípios, fugiu para Opelia (colônia Juliet), adotou o sobrenome Jimar e viveu como agricultor enquanto, discretamente, liderava formas de resistência: abrigos, rotas de fuga e sabotagens seletivas. Assumiu papel de liderança na rebelião local, coordenou o governo provisório de Opelia e trabalhou em restabelecer serviços e estruturas civis. Mais tarde, frente à invasão coristiana e ao colapso institucional que se seguiu — com a dissolução formal da UPC e o controle de instalações por forças externas — fugiu com sua família e integrou o Projeto Druína -  em Drüir -  uma arca-propulsora que buscou salvar povos ameaçados. Essa sucessão de conflitos expôs tanto suas capacidades técnicas em condições extremas quanto sua escolha contínua por preservar a vida em vez de buscar glória ou poder pessoal.

Legado

O legado de Édipo Michelet aparece em múltiplas camadas: infraestruturas e naves que resistiram a combates e intempéries; currículos e métodos de ensino que priorizaram contingência e humanidade; políticas operacionais nas docas que equilibraram eficiência e preservação humana; ações de reconstrução social em territórios libertados. Como pai — biológico de Tranor e adotivo de seis crianças Drüir (Lasvt, Umel, Susseion, Avelin, Ussur e Masyr) — transformou gestos pessoais em projetos de reabilitação social. Como professor na Academia da Frota Galáctica e como diretor de doca, legou práticas e pessoas: pilotos e engenheiros que aprenderam com sua experiência a manter naves operantes sob fogo e a antever a fragilidade das redes. Em registros institucionais mais recentes, sua situação é ambígua: considerado “ainda vivo” com última confirmação de localização ligada ao Projeto Druína no Setor ES06, seu nome permanece associado a práticas que unem técnica e compaixão.

Mistérios

A maior incógnita que cerca Michelet é seu destino final. O arquivo oficial registra sua presença na trajetória do Projeto Druína até o Quadrante Epsilon, mas, depois disso, o silêncio é denso: faltam notícias conclusivas. Esse vácuo alimenta lendas e esperança — a ideia de que alguém que passou por escravidão, resistiu, governou provisoriamente e dedicou a vida a ensinar possa ter encontrado uma forma de continuidade para sua obra. Permanece, também, uma pergunta ética: como conciliar a habilidade técnica de erguer estruturas e a tentação de ver essas mesmas estruturas instrumentalizadas pela política? Michelet respondeu em vida recusando o poder que o transformaria em instrumento do autoritarismo e, ao fazê-lo, deixou uma escolha exemplificadora para as gerações: a engenharia deve sempre voltar-se em favor da preservação da vida. O fato de os registros terminarem em referência ao Projeto Druína no Setor ES06 mantém sua figura entre o terreno do fato e o do mito — o construtor que, talvez, tenha partido com sua arca e com suas lições, deixando ao universo as estruturas visíveis e as políticas invisíveis que sustentam a memória de um ofício com alma.

Linha do Tempo

  • Antes a UPC – Nascimento em Obar, União Juliet

  • Ano 6 – Participa da construção do edifício Concordia em Bubilas

  • Ano 9 – Ingressa na Academia da Frota Branca

  • Ano 12 – Forma-se na Academia; reencontra Velmina Aron

  • Ano 13 – Casamento com Velmina

  • Ano 16 – Nomeado Alferes, integra a UPC Longevor

  • Ano 18 – Participa do resgate da Antares; destacada atuação em combate contra autômatos

  • Ano 19 – Promovido a Sargento

  • Ano 21 – Missão diplomática com o Imperium Gremium

  • Ano 22 – Nasce seu filho Tranor

  • Ano 25 – Promovido a Tenente; assume chefia de engenharia da Longevor

  • Ano 28 – Capturado após a queda de Goodles; escravizado no Covil

  • Ano 33 – Libertado na Revolta dos Escravos de Héden

  • Ano 34 – Promovido a Tenente-Comandante; serve na UPC Capela

  • Ano 36 – Batalha de Canus; destaca-se na engenharia sob fogo

  • Ano 40 – Promovido a Comandante; Primeiro Oficial da UPC Capela

  • Ano 46 – Torna-se Capitão, assume comando da UPC Zeta

  • Ano 59 – Promovido a Comodoro; Vice-Diretor da Academia da Frota Branca

  • Ano 70 – Ascende a Almirante

  • Ano 74 – Recusa o golpe de Estado de Lavolk; foge para Opelia

  • Ano 79 – Organiza resistência em Opelia

  • Ano 84 – Vitória da Rebelião Libertadora da Estrela Negra; governa provisoriamente Opelia

  • Ano 90 – Retorno à UPC; passa a lecionar na Academia

  • Ano 109 – Adota seis crianças Drüir órfãs

  • Ano 131 – Assume como Diretor-Geral da Doca Espacial Hathas Alvionre

  • Ano 164 – Invasão Coristiana; UPC dissolvida

  • Ano 165 – Foge com a família para Drüir; integra o Projeto Druína

  • Ano 182 – Último registro conhecido: chegada de Druína ao Quadrante Epsilon

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