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Arear Sagoi

Ficha Técnica:

Planeta natal: Ordem Glaucu de Ziguion
Local de nascimento: Kant
Raça: Ziguiano
Idade ao falecer: 214 anos
Profissão: Embaixador, Luminar da Chama Azul, General da Armada Sombria
Reação: -1
Data do falecimento: Ano 36 da UPC (assassinado)
Filiação: Conselho Glaucu (antigo membro), Trinvirato Sombrio (Kham, Hiverinos e Muzzolin)
Relações:

  • Gaer Sagoi (pai), Silian Volgrau (mãe)

O Herdeiro de Kant

Nascido sob o brilho de Alrescha B, no planeta Ziguion, Araer Sagoi veio ao mundo entre colunas de cristal e o eco sereno dos templos de Kant. Filho do embaixador Gaer Sagoi e da diplomata Silian Volgrau, foi moldado desde o berço para a harmonia — ou para o peso dela. A Casa Sagoi era símbolo de perfeição no Conselho Glaucu, a instituição que guiava a fé e a política de um povo inteiro sob a luz de Nilamanta, a deusa da Chama Azul.

Enquanto outros meninos brincavam nas praças de mármore, Araer aprendia a medir palavras, controlar o tom de voz e compreender a diplomacia como um ato sagrado. A luz não era apenas energia — era dever. “Ser Sagoi é nunca errar”, dizia o pai. E o menino cresceu acreditando que falhar era uma forma de pecado.

Mas havia inquietude em seu olhar. Desde cedo, o jovem Araer não aceitava os limites da serenidade. Queria compreender por que a luz existia se havia sombra. Por que a perfeição exigia silêncio. Por que, sob tanta harmonia, ele sentia o coração em guerra.

No Templo Glaucu, os mestres viam nele brilho e risco. Diziam que a Chama Azul fluía em suas mãos com clareza incomum, mas que o fogo de sua alma ardia alto demais.

O Luminar da Luz Azul

Quando atingiu os dezessete ciclos, Araer ingressou na Academia dos Custódios da Luz, onde os sensíveis à energia divina eram treinados. Ali aprendeu a canalizar a Chama Azul, a torná-la escudo, lâmina, palavra e cura. Tornou-se diplomata e ascendeu rapidamente, um portador exemplar da fé e da razão.

Mas a admiração dos outros se tornou cárcere. O nome Sagoi era lenda viva, e cada tratado assinado era comparado ao feito de seus antepassados. “Você deve ser melhor que eles”, ouviu por toda a vida. E quanto mais se esforçava, mais distante se sentia da perfeição que lhe cobravam.

O equilíbrio de Nilamanta começou a lhe parecer uma prisão dourada. Ele desejava sentir a intensidade que o templo o fazia negar. Sua mente questionava o que a fé mandava aceitar.

Durante uma missão aos confins do cinturão de Alrescha, Araer foi incumbido de encontrar uma criança sensível à Chama. A busca fracassou. Algo passou diante dele — frio, vibrante, impossível de nomear — e levou a criança sem que ele percebesse. Foi o primeiro contato com a Chama Púrpura. Para um Luminar, falhar diante da sombra era um crime espiritual. Araer voltou a Ziguion em silêncio, atormentado. As meditações se tornaram castigo. “Como posso representar a luz se ela me cega?”, escreveu em seu diário.

A Tentação de Zilcana

Foi nesse estado que conheceu Zilcana, uma erudita estrangeira de olhar sereno e perguntas perigosas. Diziam que estudava as mitologias da Chama Azul, mas o que ela realmente estudava era ele. Zilcana era Zergose Kapriq, adepta da Chama Púrpura, enviada por Sinestra para testar o Luminar mais promissor de sua geração.

Nas conversas com ela, Araer encontrou compreensão onde antes havia cobrança. Ela falava de equilíbrio como ilusão, de pureza como medo. “A luz só existe porque teme a sombra”, dizia. E ele começou a acreditar. As fronteiras do sagrado se dissolveram. O Luminar que meditava em silêncio passou a buscar a intensidade da dor, da dúvida, da contradição. Zilcana o levou a templos esquecidos, onde a Chama Púrpura ardia com cor de sangue. Ali, sob cânticos antigos, Araer sentiu pela primeira vez o poder da sombra.

Não era paz o que encontrou, mas força. Não serenidade, mas propósito. “A dor é a chama que purifica”, dizia ela. E ele aceitou.

Quando retornou a Kant, já não era o mesmo. O Luminar Sagoi havia morrido. Em seu lugar nascia o Neófito da Cinza, servo da Púrpura.

O Emissário das Sombras

Zergose percebeu o potencial do novo discípulo. Seu domínio da lógica e da diplomacia o tornavam diferente dos fanáticos da Chama Sombria. Sob sua orientação, Araer começou a moldar a fé em estratégia.

Foi ele quem primeiro levou a doutrina da Púrpura aos guerreiros Kham, raça selvagem das bordas galácticas. Para eles, Zergose era deusa; para ela, Araer era voz. Tornou-se general e profeta, unificando tribos sob o estandarte da destruição.

Enquanto isso, mantinha sua máscara de diplomata. A UPC o recebia como embaixador de Ziguion — sábio, sereno, incorruptível. Nenhum sabia que, por trás da voz suave, havia um arauto da ruína.

De seu posto em Gremionia, Araer influenciou tratados, semeou desconfianças, sabotou alianças. Foi o espião perfeito: o que todos queriam ouvir. E quando o Trinvirato Sombrio se ergueu — Kham, Hiverinos e Muzzolin — ele já havia enfraquecido as defesas da União.

“A luz prometeu harmonia, mas nos fez fracos”, proclamava diante das multidões Kham. “A sombra promete caos, mas nos devolve o movimento.”

O General da Fera

No Ano 28 da UPC, a Guerra Sombria começou. Goodles, coração espiritual da União, foi devastado. Antares e Capela arderam. E Araer Sagoi, o antigo embaixador da luz, comandava agora a Armada Sombria.

Era um líder carismático e terrível. Pregava que a destruição era renascimento, que a harmonia precisava ser quebrada para que o universo respirasse. Os guerreiros o seguiam como profeta. Mas a cada mundo que caía, a chama dentro dele oscilava. À noite, sozinho nas planícies púrpuras de Khamara, olhava para o céu e murmurava o nome de Nilamanta. Os olhos que já refletiram fé agora refletiam culpa.

Os relatórios da época descrevem um homem dividido: frio na guerra, silencioso na solidão. Um sacerdote das trevas que ainda rezava à luz. Zergose sentiu o enfraquecimento. E trouxe um novo discípulo: Lanos Larita Lavolk, jovem sensível à Chama, moldado em segredo. Araer viu nele o espelho de seu passado — e a ameaça de seu futuro.

O Último Embaixador

Com ciúme e desespero, tentou provar sua lealdade. Em Ano 32 da UPC, sabotou a nave do Presidente Thantavor, matando-o em plena missão de paz. O gesto, que imaginou redentor, selou sua condenação. Zergose já havia transferido sua confiança.

Quando Lanos ascendeu ao poder, manipulado pela mestra, Araer percebeu que fora apenas um degrau na escada da sombra. Abandonado, exilou-se em Canus, à frente do que restava de seu exército em ruínas.

E então veio o fim. Zergose entregou sua localização ao novo presidente. Lanos chegou em silêncio, trazendo o sabre púrpura de sua mestra. Araer o aguardava, sem fuga, sem defesa.

— “Veio encerrar o ciclo?”
— “Vim restaurar o que você corrompeu.”
— “Então ela já o possuiu por completo.”

O duelo foi rápido. A energia azul e a púrpura se entrelaçaram, iluminando a estação com cores impossíveis. Por um instante, Araer voltou a empunhar a luz de Nilamanta. “Você ainda pode escolher”, disse. Mas o jovem respondeu: “Eu já fui escolhido.”

O golpe atravessou-lhe o peito. Araer tombou, olhando o vazio. “Nilamanta, guarda o que a sombra corrompeu.”

Pouco depois, Perma Brepal e Dario Aurélios chegaram, e o novo presidente, já consumido pela Púrpura, matou-os também. A versão oficial apagou a verdade: Lanos tornou-se herói, Sagoi, traidor.

O corpo do embaixador jamais retornou a Ziguion.

O Filho Perdido de Nilamanta

A notícia de sua morte chegou meses depois. Gaer Sagoi morreu em silêncio. Silian Volgrau, consumida pela vergonha, retirou-se para o monastério de Ivis. No templo central de Kant, o nome de Araer foi gravado entre os Filhos Perdidos de Nilamanta — aqueles que se afastaram da luz, mas não foram esquecidos por ela.

“Mesmo na sombra, a Chama Azul ainda brilha.”

Os séculos seguintes transformaram Araer Sagoi em símbolo de contradição. Para uns, o traidor supremo; para outros, o mártir que ousou buscar a verdade entre as duas deusas. Fragmentos de seus escritos sobrevivem nas ruínas de Adhara, sob o título inacabado A Cor da Harmonia. Neles, deixou seu último pensamento:

Nilamanta e Sinestra são faces de uma mesma vontade. A chama não é azul nem púrpura — é aquilo que cada ser é capaz de sustentar sem enlouquecer.”

Assim terminou o embaixador de Ziguion, dividido entre fé e abismo.
O homem que tentou unir o fogo e o gelo, e se consumiu na própria luz.

Dizem que, em certas noites, o céu de Ziguion brilha em dois tons — azul e púrpura — como se o espírito de Araer Sagoi ainda ardesse entre as chamas que o destruíram.

Linha do Tempo

  • Muitos ciclos antes da UPC – Nasce na cidade de Kant, planeta Ziguion.

  • Ano 8 da UPC – Zergose Kapriq o torna seu neófito, treinando-o na força sombria da Chama Púrpura. Araer aceita liderar exércitos e infiltrar-se na UPC como diplomata.

  • Ano 10 da UPC – Zergose convence os Hiverinos a se unirem aos Kham em uma nova guerra contra a UPC. Araer Sagoi torna-se um dos Generais da Fera.

  • Ano 12 da UPC – Firma aliança com os Muzzolin. O Trinvirato Sombrio (Kham, Hiverinos e Muzzolin) é estabelecido para atacar o Núcleo Galáctico.

  • Ano 15 da UPC – Infiltrado na Academia da UPC, Araer observa o jovem Lanos Larita Lavolk, sensível à Chama, e o recomenda à mestra.

  • Ano 27 da UPC – Ocorre o primeiro ataque da Armada Sombria às colônias de Antares e Capela.

  • Ano 28 da UPC – Início oficial da Guerra Sombria. O Trinvirato ataca os planetas do Núcleo; Goodles é devastado. Araer, infiltrado em Gremionia, influencia Roshima Alheus em decisões equivocadas.

  • Ano 32 da UPC – Araer Sabota a nave do Presidente Thantavor em órbita de Canus, matando-o e mergulhando a União em crise.

  • Ano 33 da UPC – Batalha de Hedén. Araer passa a desconfiar de Zergose e Lanos. Perma Brepal e Dario Aurélios iniciam investigações sobre ambos.

  • Ano 35 da UPC – Manipulado por Zergose, Lanos Larita Lavolk torna-se Presidente Interventor, afastando Roshima Alheus sob alegações de incompetência.

  • Ano 36 da UPC – Batalha final em Canus. O Trinvirato é derrotado. Zergose entrega a localização de Araer a Lanos, que o mata usando o sabre púrpura da mestra. No confronto subsequente, Perma Brepal e Dario Aurélios também são mortos.

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