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Dario Aurélios

Ficha Técnica:

Planeta natal: Monarquia Parlamentar de Antares
Local de nascimento: Jylam
Raça: Antariano
Idade ao falecer: 136 anos
Profissão: Psicologo
Reação: +2
Data do falecimento: Ano 36 da UPC 
Filiação: Frota Médica da UPC

Filiação:

  • Pai: Ytrar Aurélios Vorm

  • Mãe: Genma Issuri

  • Irmãos: Hullon; Simari e Assen

Naves em que atuou:

  • UPC Arcanjo (Cadete)
    UPC Kon (Oficial Conselheiro)
    UPC Dracon (Oficial Conselheiro)
    UPC Longevor (Oficial Conselheiro)

Jogador: Marcello Kellsetti

O Guardião Silencioso

Nascido entre fábricas, moldado pela dor, sustentado pela mente.

Dario Aurélios nasceu em Jylam, no planeta Antares, em meio às privações de uma cidade operária sufocada por instabilidade social. Desde cedo, a infância lhe foi breve: cuidava dos irmãos, defendia-os nas ruas, confortava-os nas noites de febre. Seu corpo era de menino, mas sua alma já carregava o peso de um conselheiro.

Na adolescência, descobriu a psicologia não como estudo abstrato, mas como vocação de cura. Queria compreender as feridas invisíveis que esmagavam seu povo — e, quem sabe, curá-las. Na Universidade de Vandar, entre trabalho e estudos, tornou-se exemplo de disciplina e compaixão.

O Filho de Jylam não buscava armas, mas ferramentas da mente. Mal sabia que o universo logo lhe daria a prova mais dura de sua vocação.

O Discípulo da Praga

Ainda cadete da UPC, viu-se lançado na maior crise de sua geração: a Praga de Capela. A doença ceifava vidas e deixava nos sobreviventes vínculos misteriosos — quintetos psíquicos que partilhavam a dor como instinto de defesa.

Dario não os viu como aberrações, mas como redes de resiliência. Chamava cada paciente pelo nome, insistia em restaurar não só o corpo, mas a dignidade. Seus relatórios e pesquisas transformaram-no em pioneiro de uma nova disciplina: a psicologia capelina.

Do menino operário de Jylam nascia o conselheiro que sustentaria mentes no espaço.

O Oficial Conselheiro

Formado e promovido, ingressou na Frota Branca como Oficial Conselheiro. Na UPC Kon e depois na UPC Dracon, sua presença tornou-se bússola moral. Soldados o buscavam nos corredores, oficiais o escutavam em mediações.

Para Dario, nenhuma nave resistia apenas ao aço do casco. Era a mente coletiva que mantinha a disciplina e a esperança diante do vazio.

Essa filosofia o acompanharia até a Longevor, onde as missões diplomáticas deram lugar ao prenúncio da guerra.

O Prisioneiro de Kham

Com a eclosão da Guerra Sombria, a Longevor foi capturada. Dario, junto da tripulação, foi vendido como escravo no planeta Kham. Ali, entre minas e correntes, sua psicologia não era mais teoria, mas sobrevivência.

Reunia prisioneiros à noite, lembrando-os de que ainda eram oficiais da UPC, mesmo sem farda, mesmo sem liberdade.

Ao lado da polaris Kapriq, organizou a resistência que, em 33 da UPC, explodiu em revolta. Dario não foi o mais violento, mas a voz firme que evitou o caos e manteve a fuga unida. Com Kapriq e os sobreviventes, regressou ao Núcleo como testemunha viva da brutalidade do Triunvirato.

O Luto de Antares

Na volta, descobriu a perda irreparável: Antares fora devastada pelos Muzzolin. Seus pais e dois irmãos haviam tombado. Restava apenas o caçula, Assen, resgatado entre refugiados.

A dor não o conduziu à vingança, mas ao cuidado. Dario transformou o luto em propósito, velando silenciosamente pelo irmão e reforçando sua missão de proteger mentes no meio da guerra.

A Sombra da Chama

Com o avanço do conflito, cresceu sua desconfiança em relação a Lanos Larita Lavolk, outrora companheiro da UPC Longevor e agora presidente da UPC. Dario percebia fissuras invisíveis: discursos incoerentes, presença sufocante, sinais de algo além da política.

Ao lado do ziguiano Perma Brepal, investigou em silêncio. Em 36 da UPC, a verdade emergiu: Lanos era usuário da Chama Púrpura. No confronto contra Araer Segoi, líder do Triunvirato, Dario tentou intervir — e tombou, atingido pela mesma sombra que consumira seu antigo aliado.

Sua morte foi coberta por mentiras, usada por Lanos para sustentar sua farsa de herói.

O Guardião das Mentes

Para quem o conheceu, não restou o engano. Dario Aurélios foi lembrado não como mártir da política, mas como conselheiro da esperança. O homem que sustentou escravos em Kham, que guiou tripulações perdidas, que transformou a tragédia pessoal em propósito.

Um memorial em Jylam carrega sua lembrança: Ele sustentou a mente de todos, mesmo quando ninguém podia sustentar a dele.

Não empunhava armas, mas ergueu fortaleza invisível. E, enquanto a Frota Branca voar entre as estrelas, Dario Aurélios viverá como símbolo de coragem silenciosa — o Guardião das Mentes.

Linha do Tempo

  • Nascimento – Nasce na cidade de Jylam, no planeta Antares. Filho mais velho de uma família operária, ajuda a criar os irmãos mais novos enquanto seus pais trabalham em fábricas. Cresce em meio à crise da monarquia antariana.

  • Ano 8 da UPC – Forma-se em Psicologia pela Universidade de Vandar. Ingressa na Academia de Cadetes da UPC.

  • Ano 11 da UPC – Enfrenta a Praga de Capela, seu primeiro grande desafio como cadete. Atua na triagem e no tratamento psicológico dos sobreviventes, descobrindo os vínculos conhecidos como quintetos. Suas ações são elogiadas e é aceito no hospital da UPC em Vandar.

  • Ano 12 da UPC – Promovido a Sargento, assume a coordenação do ambulatório de pacientes capelinos.

  • Ano 13 da UPC – Conclui o mestrado. Promovido a Tenente e coordenador do ambulatório de Psicologia da UPC.

  • Ano 17 da UPC – Defende o doutorado em Psicologia Capelina, tornando-se referência nos estudos sobre os efeitos da Praga de Capela.

  • Ano 20 da UPC – Conclui a especialização em comando. Com a criação do cargo de Oficial Conselheiro, é designado para a UPC Kon.

  • Ano 25 da UPC – Promovido a Tenente Comandante e transferido para a UPC Dracon.

  • Ano 27 da UPC – Transferido para a UPC Longevor. Participa da missão diplomática em Gremionia com o vice-presidente Roshima Alheus. Surgem os primeiros ataques do Triunvirato Kham, Hiver e Muzzolin.

  • Ano 28 da UPC – Início da Guerra Sombria. Na Batalha de Goodles, a UPC sofre derrota devastadora e o planeta é invadido. Tripulação da UPC Longevor é capturada e vendida como escrava em Kham. Dario passa cinco anos em cativeiro.

  • Ano 33 da UPC – Com auxílio da polaris Kapriq, lidera a revolta dos escravos e foge do cárcere junto de sobreviventes da Longevor. Regressa ao Núcleo Galáctico e reintegra-se à UPC. Testemunha a ascensão de Roshima Alheus à presidência e participa de negociações com o príncipe Danley (Ziguion) e o embaixador Araer Segoi (Gremionia). Combate na Batalha de Hedén, ajudando na retomada da capital da UPC. Passa a desconfiar de Lanos Larita Lavolk, elevado a presidente após a queda de Roshima.

  • Ano 36 da UPC – Continua a lutar na Guerra Sombria, agora com a coalizão da UPC e dos planetas livres. Passa a investigar Lanos, junto de Perma Brepal, percebendo atitudes estranhas.

    • Encontra Lanos em combate contra Araer Segoi, verdadeiro líder do Triunvirato.

    • Testemunha Lanos usando os poderes da Chama Púrpura.

    • Tenta intervir, mas é morto por Lanos, assim como Perma.

    • Lanos fere-se propositalmente e manipula os fatos, acusando Araer de ser o responsável.

  • Batalha de Canus (Ano 36 da UPC) – Sob o comando manipulado de Lanos, a UPC e seus aliados partem para Canus. O Triunvirato é derrotado, encerrando a Guerra Sombria.

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