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Tyran Alheus
Ficha Técnica:
Planeta natal: Monarquia Parlamentar de Antares
Local de nascimento: Vandar
Raça: Antariano
Idade ao falecer: 180 anos
Profissão: Oficial Médico, Tenente Comandante, Almirante
Reação: +1
Data do falecimento: Ano 28 da UPC (Batalha de Goodles)
Filiação: Frota Médica da UPC, Casa Real Antares
Relações:
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Irmão do Imperador Arton Alheus
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Pai de Ever Alheus e Erigar Alheus
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Marido de Elemia Juntar
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Primo de Roshima Alheus
Naves em que atuou:
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UPC Kurama Yako (Oficial Médico)
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UPC Ragnarok (Oficial Chefe Médico)
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UPC Antares-A (Oficial Chefe Médico)
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UPC Capela (Capitão)
Jogador: Leonardo de Mesquita
A Lenda de Tyran Alheus
"O Príncipe que Escolheu o Bisturi sobre o Cetro"
Curador de Corpos. Almirante de Almas. Mártir de Goodles.
Nascido em Vandar, sob as tempestades magnéticas de Antares, Tyran Alheus foi um paradoxo: um príncipe da sangue que rejeitou o trono para salvar vidas, e um pacifista que morreu empunhando o leme de uma nave de guerra. Sua história é uma crônica de sacrifício desde as salas de cirurgia da UPC até os campos de batalha onde seu fim ecoou como um grito de advertência.
Os Primeiros Anos e a Renúncia
Nascido no Palácio Carmesim de Vandar, Tyran Alheus era a contradição viva da realeza antariana. Enquanto seu irmão, o Imperador Arton Alheus, se embriagava de poder, Tyran viajava para as zonas de conflito da UPC como médico voluntário, tratando soldados e civis com igual devoção. Sua recusa ao trono foi escândalo; sua adesão à Frota Médica, uma afronta. Mas ele sabia: seu destino não era governar coroas era salvar vidas que os governantes descartavam.
Durante os eventos da invasão arturiana ao sistema Antares, passou a ser parte da Rebelião Antariana. Seu irmão preso em Antares estava sob guarda arturiana. Tyran depois veio descobrir que Antor era cumplice da invasão, visando lucro. Um Imperador fantoche. Um complo de seu irmão o joga prisioneiro em Agator juntamente com a tripulação de sua nave a Zendar08.
Depois de 8 anos preso consegue fugir. Torna-se médico chefe da Rebelião participando ativamente da Batalha do Cruzeiro.
A Prova de Fogo: Canopus e Cassiopeia
Ano 0 da UPC sobe ao trono de Antares depois do massacre da familia imperial pelos arturianos.
Quando as chamas do funeral de Arton Alheus iluminaram os céus de Vandar, a aristocracia antariana ajoelhou-se perante seu novo imperador e encontrou, em vez de um soberano, um revolucionário.
Tyran subiu aos degraus do trono de rubi não com a coroa de seu irmão, mas com o Compêndio Médico da UPC sob o braço. Quando os lordes esperavam juramentos de lealdade, ele esmagou o cetro real contra o chão, deixando estilhaços a refletir em mil olhos atônitos.
"Nenhum Alheus governará sozinho outra vez."
Em três meses, o Império de Antares deixou de existir. Tyran substituiu o Conselho de Lordes por um Parlamento Planetário, os decretos reais por eleições livres, e o exército imperial por um exercito civil. Os mesmos nobres que o chamaram de "traidor" anos depois ergueriam estátuas em seu nome pois ele provara que um rei só é verdadeiramente grande quando abdica de sua grandeza. Volta para a UPC.
No Ano 6 da UPC, a bordo da UPC Ragnarok, Tyran enfrentou o inferno de Canopus. Durante o terremoto, enquanto o capitão Muriell Angellus coordenava resgates, Tyran realizou 117 cirurgias em 72 horas, desenvolvendo o Método de Triagem por Gravidade Zero — depois adotado como padrão em desastres planetários.
Um ano depois, na Batalha de Cassiopeia, sua promoção a Tenente Comandante veio com um desafio macabro: as queimaduras por plasma dos feridos derretiam até os instrumentos cirúrgicos. Sua resposta foi o Protocolo Alheus, que usava campos magnéticos para isolar tecidos danificados.
O Cativeiro e a Praga
A missão da UPC Antares deveria ser sua glória. Tornou-se seu Gólgota. A Praga de Capela: Testemunhou amigos definharem sem cura. Em seu diário, escreveu: "A medicina falha quando o mal é tanto corpo quanto alma."
Sob as Garras dos Cybertronianos: Por 5 anos, Tyran foi torturado como "especialista orgânico" dos cybertronianos. Sobreviveu ensinando anatomia humana a seus captores e descobrindo que até máquinas têm pontos cegos.
O Legado que Sangra
No berçário do Palácio Carmesim, enquanto segurava Ever — seu primeiro filho — pela primeira vez, Tyran sussurrou palavras que ecoariam pela história: "Você não herdará um trono... herdará uma escolha."
Naquela mesma noite, entregou à UPC seu magnum opus: o "Compêndio Alheus de Medicina de Guerra", um tratado de 2.000 páginas escrito com sangue de batalhas e conhecimento de catástrofes. Nele, uma única frase resumia sua filosofia:
"O primeiro dever de um médico em guerra não é salvar vidas — é lembrar por que elas valem a pena."
O texto tornou-se leitura obrigatória para todos os oficiais médicos da UPC. E quando Tyran finalmente aposentou-se da Frota, não o fez como um rei reformado, mas como um soldado que trocou o bisturi pela caneta e mudou o curso de um império sem disparar um único tiro.
O Retorno e o Sacrifício Final
Depois dos anos de cativeiro Tyran jamais foi o mesmo. Seu casamento com Elemia e o nascimento de seus filhos (Ever e Erigar) deram-lhe frágeis raízes em um universo que já o havia consumido.
Quando a Guerra Sombria eclodiu, ele assumiu o comando da UPC Sinoar, uma nave-hospital que transformou em arma de último recurso. Na Batalha de Goodles, com os canhões Kham apontados para as cápsulas de fuga das naves destruidas das UPC, Tyran ordenou: "Toda energia para os motores."
A colisão destruiu a nave inimiga e poupou centenas de serem escravizados. Sua última transmissão ecoou como um epitáfio para todos os médicos de guerra:
"Não há honra maior do que ser a parede entre a escuridão e os inocentes."
Linha do Tempo
Ano 0 da UPC - Morte do Imperador Antor Alheus (seu irmão). Assume o trono de Monarquia Parlamentar de Antares, extinguindo o Império e instituindo um sistema democrático parlamentar.
Ano 6 da UPC - Atua como Oficial Médico na UPC Kurama Yako. Participa dos eventos do Grande Terremoto de Larantis em Canopus.
Ano 7 da UPC - Promovido a Tenente Comandante e Oficial Chefe Médico da UPC Ragnarok. Participa da Batalha de Cassiopeia.
Ano 10 da UPC - Assume como Oficial Médico Chefe da UPC Antares. Inicia missão de 5 anos no Quadrante Ômega para explorar novos mundos e civilizações.
Ano 11 da UPC - Enfrenta a Praga de Capela na UPC Antares, perdendo vários companheiros de tripulação. A nave é aprisionada pelos Decepticons em Cybertron.
Ano 16 da UPC - A UPC Longevor, comandada pelo Capitão Artacus Vortavox, é enviada para resgatar a UPC Antares, desaparecida há 5 anos.
Ano 18 da UPC - Resgate dos sobreviventes da UPC Antares, Tyran, a embaixadora Epliblui e o Tenente Comandante Ezequiel são os únicos sobreviventes. Sistema Izar é declarado zona de conflito e isolado pela UPC. Casa-se com Elemia Juntar.
Ano 19 da UPC - Promovido a Almirante. Tem seu primeiro filho, Ever (herdeiro do trono).
Ano 22 da UPC - Nasce seu segundo filho, Erigar. Retira-se da UPC para reinar em Antares.
Ano 28 da UPC - Assume comando da UPC Sinoar durante a Guerra Sombria. Morre na Batalha de Goodles.
