

Salatiel Karberus
Ficha Técnica:
Planeta natal: Goodles
Local de nascimento: Hedén
Raça: Goodlesiano
Idade ao falecer: ainda vivo
Profissão: Capitão da Lisuria, Arcanjo de Goodles, Fundador do Ministério
Reação: +4
Data do falecimento: ainda vivo
Filiação: Hostes de Metatron, Arcanjos de Goodles, Frota Branca, Ministério da Autoridade
Relações:
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Metatron (mentor e regente)
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Gabriel (irmão de armas e rival na Segunda Guerra Civil)
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Muriel Angellus (inimigo e antigo aliado)
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Zebadian (contraparte vazzioniana)
Naves em que atuou:
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Lisuria — Nave Capitânea de Goodles
Jogador: João Vitor Gomes
O Nascimento e a Primeira Guerra
Salatiel Karberus nasceu em Hedén, sob o firmamento dourado de Goodles, durante o crepúsculo da Primeira Guerra Civil Goodlesiana. Último dos Arcanjos a surgir, foi moldado pela Autoridade como resposta à rebelião de Lúcifer, a Estrela da Manhã. Sua infância espiritual foi a guerra, e sua maturidade, a obediência. Lutou ao lado de Miguel e Metatron, defendendo o Portão de Lira, onde ganhou o nome “Karberus”, o Guardião da Aurora. Sua vitória consolidou o domínio da luz, mas o preço foi alto: a Autoridade impôs aos goodlesianos o fardo da mortalidade, tornando-os vulneráveis como os mortais que outrora guiavam.
O Guardião do Cruzeiro
Milênios depois, já Capitão da nave Lisuria, Salatiel participou da lendária Batalha do Cruzeiro, conflito que encerrou a era da Armada Veneno. Seu comando impecável e sua fé inabalável garantiram a vitória da Frota Branca, mesmo sem ele jamais ter-se unido formalmente à UPC. As lendas o descrevem na ponte da Lisuria, envolto em luz, proferindo orações antes de cada disparo. Daquela batalha, nasceu sua reputação como o “Guardião da Luz”. No entanto, mesmo em meio à vitória, o Capitão permaneceu distante da política — fiel apenas à Autoridade e a Metatron.
A Guerra Sombria
No auge de sua glória, viu Goodles ser invadida por um inimigo jamais enfrentado: os Kham, criaturas que anulavam o poder divino. Pela primeira vez, os Arcanjos foram vencidos, e o paraíso caiu. A Frota Branca foi destruída, e Hedén, tomada. Salatiel sobreviveu à queda, mas a derrota marcou sua alma. Sob ordens de Metatron, liderou a retaliação que libertou Goodles cinco anos depois. Embora a vitória tenha sido possível apenas com o auxílio da UPC, o Capitão jamais reconheceu essa dívida. Para ele, apenas a fé havia triunfado — não a diplomacia dos mortais.
O Covil e a Penitência
Tomado pelo remorso dos prisioneiros deixados para trás, Salatiel partiu em uma jornada solitária pelos confins da galáxia. Durante dezenove anos, explorou os mundos do Covil, libertando apenas vinte e seis dos milhares de goodlesianos escravizados pelos Kham. Retornou ao lar com cicatrizes profundas e a alma silenciosa. As testemunhas de seu retorno o descrevem como “um anjo coberto de cinzas, cuja luz havia aprendido o peso da dor”. Rejeitou honras e isolou-se na Lisuria, tornando-se símbolo da fé em tempos de desolação.
O Apóstolo de Gaia
Em busca de sentido, Salatiel viajou ao planeta Gaia, onde encontrou povos primitivos sedentos por ordem espiritual. Fundou o Ministério, religião devotada à Autoridade, cuja doutrina se espalhou por continentes e séculos. Seus ensinamentos, rígidos e purificadores, moldaram o planeta em uma teocracia de ferro. O Capitão tornou-se o “Ancião Dourado”, adorado e temido. Contudo, ao ver sua mensagem ser corrompida por fanatismo, compreendeu o paradoxo da fé: que a luz, quando imposta, torna-se sombra. Diante do colapso da UPC e da invasão coristiana, permaneceu em silêncio, crendo que a guerra dos mortais deveria seguir seu próprio destino.
A Segunda Guerra Civil
Quando Goodles desapareceu das rotas estelares, Salatiel entendeu que a harmonia se partira novamente. Regressou ao planeta natal para servir Metatron durante a Segunda Guerra Civil Goodlesiana. Ali, enfrentou antigos irmãos, incluindo Muriel Angellus, a quem derrotou em Vahalla após um duelo lendário. Mas a vitória trouxe a dúvida. Viu em Muriel o mesmo brilho de fé que guiava sua própria espada. A lealdade começou a pesar. Metatron, corrompido, aliou-se aos Coristianos e proclamou-se a nova voz da Autoridade. Quando o núcleo divino de Goodles se apagou, Salatiel confrontou seu mestre, e do confronto nasceu sua queda.
“Não duvido da Luz. Duvido de ti.” — Último Juramento de Karberus
Amaldiçoado por Metatron, começou a decair, sua luz tornando-se fria e seu coração, reflexo do caos que tentou conter.
O Guardião do Túmulo Divino
Os registros divergem sobre o fim do Capitão. Alguns afirmam que ele deixou Goodles e vaga até hoje nos confins da galáxia, guiando-se pelo eco da fé perdida. Outros dizem que permaneceu nas ruínas de Hedén, velando o túmulo da Autoridade. Entre as estrelas, a Lisuria ainda é avistada — uma nave silenciosa, dourada e solitária, como uma oração esquecida viajando pelo vazio.
“Enquanto existir uma sombra, a luz não morreu.”
Linha do Tempo
Muito ciclos antes da UPC — Nascimento em Hedén, planeta Goodles. Participa da Primeira Guerra Civil Goodlesiana.
Ano 0 da UPC — Batalha do Cruzeiro. Derrota da Armada Veneno. Fundação da UPC.
Ano 3 da UPC — Fundação da Frota Branca. Salatiel recusa o posto de capitão.
Ano 27 a 36 da UPC — Guerra Sombria.
Ano 28 da UPC — Invasão Kham. Derrota de Goodles.
Ano 33 da UPC — Batalha de Hedén. Retomada do planeta.
Ano 39 da UPC — Parte para o Covil em missão de resgate.
Ano 58 da UPC — Retorna com 26 sobreviventes goodlesianos.
Ano 102 da UPC — Chega a Gaia e funda o Ministério.
Ano 164 da UPC — Invasão Coristiana. Salatiel e Metatron mantêm-se neutros.
Ano 167 da UPC — Desaparecimento de Goodles e início da Segunda Guerra Civil.
Ano 202 da UPC — Contato entre Metatron e o Pastor do Reino Galáctico de Coris.
Ano 275 da UPC — Chegada de Septimus Herminius Eclectus a Goodles.
Ano 276 da UPC — Morte da Autoridade. Decadência de Metatron.
Após 276 da UPC — Desaparecimento de Salatiel Karberus.
