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Spike Pollux
Ficha Técnica:
Planeta natal: República de Canus
Local de nascimento: Vileni
Raça: Canusiano
Idade ao falecer: 3.338 anos)
Profissão: militar
Reação: +2
Data do falecimento: ano 32 da UPC
Filiação: República de Canus, Rebelião Antariana, UPC, Guarda Presidencial
Relações:
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Pai Arlon Pollux
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Mãe Lira Pollux
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Irmãos Lira Pollux, Dan Pollux e Tobin Pollux
Naves em que atuou:
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Zeta25
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UPC Antares
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UPC Capela
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UPC Canopus
Jogador: Marcello Kellsetti
Origem na pacata Vileni
Nas margens enevoadas de Vileni, uma cidade esquecida entre planícies rochosas e montanhas ferruginosas de Canus, nasceu Spike Pollux. Filho de Arlon, um motorista silencioso e honesto, e Lira, uma professora apaixonada pela história dos mundos antigos, Spike cresceu em uma casa onde a palavra tinha valor, mas o silêncio também educava. Ele era o terceiro entre quatro irmãos — Dax, o cultivador da terra; Kira, a médica das colônias fronteiriças; e Tobin, o jovem impetuoso que mais tarde seguiria os passos militares do irmão.
Desde a infância, Spike parecia carregar uma quietude atenta, como se ouvisse os ecos do universo antes de aprender a falar. Seu senso de justiça floresceu cedo, em pequenos gestos, como intervir em brigas, proteger os mais fracos ou se recusar a aceitar favores que não fosse digno de receber.
Fardas, Ferro e Fogo
Aos dois mil anos — ainda jovem para um canusiano, cuja expectativa de vida ultrapassa os sete mil — Spike ingressou no exército de Canus. Lá, sua disciplina e frieza tática não demoraram a se destacar. Enquanto muitos buscavam glória, ele buscava precisão. Especializou-se em operações especiais, conduzindo missões em zonas hostis da Orla Interior, enfrentando insurgências, resgatando reféns e desmantelando células paramilitares.
Recebeu condecorações por bravura, mas recusava discursos. Seus olhos diziam mais que os generais em suas tribunas.
O Embaixador e a Nave Fantasma
Sua fama discreta chegou aos ouvidos do alto comando da diplomacia, e assim foi convidado a liderar a guarda pessoal do Embaixador Nicolaou Gayer — uma figura influente nas negociações entre a Aliança Rebelde Antariana e a República de Canus. A bordo da imponente nave Zeta25, Spike assumiu a vigília silenciosa daquele que seria, sem saber, seu último protegido.
A queda da nave em Starhide não foi um acidente. Foi o início de uma conspiração sangrenta que mudaria o destino da galáxia. Gayer foi assassinado. Spike sobreviveu — quebrado, ferido, mas vivo. Ao seu lado, apenas Vodka Rampontechunsky, velho parceiro de batalhas.
Prisão e Fantasmas de Agator
Após descobrirem a traição do embaixador Helius Varnec e as conexões do próprio Imperador Arton Alheus com os arturianos, Spike e Vodka tentaram alertar Canus. Mas foram traidos pelo Imperador antariano Arton Alheus. Capturados pelos arturianos, foram acusados de traição e espionagem e enviados a Agator, uma prisão orbital conhecida como “o Ossuário das Vozes”, onde as paredes ecoavam os gritos dos esquecidos.
Durante oito longos anos, resistiram. Mas o corpo de Vodka não suportou. Morreu lentamente, corroído pela doença e pelo abandono. Spike, porém, não quebrou. Ele gravou cada detalhe da conspiração em sua memória — como se esperasse, um dia, poder contá-la.
Redenção nas Estrelas
Resgatado por Karas Kardassan, o renegado arturiano, Spike voltou à guerra, não como soldado, mas como testemunha viva do que estava por trás da fachada imperial. Na lendária Batalha do Cruzeiro, liderou destacamentos de elite que abriram caminho para a queda de Arturus e o colapso do poder arturiano na capital antariana, Vandar.
Com o fim do conflito e a formação da União dos Planetas Confederados, foi condecorado e promovido a Capitão, depois Coronel. Tornou-se o protetor silencioso de presidentes e chanceleres, uma sombra armada ao lado de líderes como Plínio Chatô, Cardan Varlen, Gabriel, Dina Angellicus, e por fim, Thantavor — o último dos grandes estadistas do novo ciclo.
O Último Sacrifício
No ano 32 da UPC, uma missão diplomática levou Spike e a comitiva presidencial até a órbita de Canus, para discutir um tratado com os belicosos mizarianos. Mas a paz era uma ilusão. A nave foi sabotada. Em segundos, o casco rompeu-se como vidro sob pressão estelar. Spike tentou alcançar Thantavor. Tentou erguer o escudo, proteger, salvar.
Mas não houve tempo.
Spike Pollux pereceu no espaço que o formou, ao lado dos homens e mulheres que jurara proteger. Seu corpo jamais foi recuperado. Apenas fragmentos da nave e ecos do que ele representou: um sentinela entre as estrelas, uma alma de aço que carregava o peso da verdade até o fim.
Epílogo: O Estandarte Silencioso
Hoje, nas praças de Canus, uma estátua sem nome repousa em frente ao antigo palácio presidencial. Apenas uma inscrição cravada na pedra negra:
"Àquele que não gritou por glória, mas tombou por justiça."
Linha do Tempo
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Antes da UPC - Nascido em Vileni, Canus. Filho de uma família humilde e estruturada, cresce com valores fortes de justiça e disciplina. Aos 2000 anos, ingressa no Exército Canusiano e se especializa em operações especiais.
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Após anos de serviço exemplar, é designado para a elite de segurança diplomática. Assume o posto de chefe da guarda do Embaixador Nicolaou Gayer. Conhece Zustras Askro durante os treinamentos diplomáticos e inicia sua jornada na nave Zeta25, a bordo de uma missão delicada para Antares.
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Antes da UPC - A Zeta25, sob controle do Almirante Genos Droor, parte em missão para levar Gayer e Zustras até Antares. Durante o trajeto, investigam os destroços da desaparecida Zeta33 e descobrem indícios de conspiração militar envolvendo o Ministro da Defesa Marius Natan. Durante o retorno, a Zeta25 é perseguida por forças Arturianas. Spyke lidera a evacuação da nave e sobrevive ao pouso forçado no planeta Starhide. Luta ao lado de Vodka Rampontechunsky e Zustras na tomada de uma nave arturiana para escapar. O Embaixador Gayer é assassinado. Spyke testemunha os primeiros sinais da conspiração entre o Império Arturiano e altos membros da política galáctica.
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Antes da UPC - Retorna a Antares como sobrevivente e testemunha-chave. Tenta entregar relatórios e provas à liderança rebelde, mas, nos bastidores do castelo imperial, escuta a conversa entre o Imperador Arton Alheus e Helius Varnec, selando sua condição como ameaça à conspiração. Traido pelo governo antariano é capturado com seus companheiro e levado preso para Agator, prisão arturiana.
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Antes da UPC - Por 8 anos ficou recluso em Agator, prisão arturiana. Vive sob condições subumanas. Enfraquecido, assiste à morte lenta de Vodka, que não resiste às doenças do cativeiro. Spyke sobrevive, sustentado apenas pela convicção de que precisa revelar a verdade. Seu nome desaparece dos registros oficiais, dado como morto ou traidor.
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Ano 0 da UPC - É libertado durante a Rebelião de Karas Kardassan. Une-se à nascente Frota Branca como veterano e símbolo de resistência. Participa da reorganização da aliança rebelde e lidera forças de elite em ações táticas durante a guerra contra Arturus. Spyke comanda uma das frentes principais durante a ofensiva final contra o núcleo arturiano. Seu comando decisivo ajuda a libertar Antares e garantir a queda do Império Arturiano e da Armada Veneno. Após a vitória, recebe alta condecoração e é promovido a Capitão da Guarda Presidencial da UPC.
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Anos 1 a 31 da UPC - Serve sob cinco presidentes da UPC: Plinico Chatô, Cardan Varlen, Gabriel, Dina Angellicus e Thantavor. Torna-se uma lenda viva, símbolo de lealdade silenciosa e força inquebrantável. Mantém sua vigília constante nas sombras dos corredores diplomáticos.
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Ano 32 da UPC – O Último Voo - Durante uma missão a procura de uma tentativa de paz com os mizarianos, acompanha o presidente Thantavor a bordo da nave presidencial orbitando Canus. A nave é sabotada. A explosão é devastadora. Não há sobreviventes. Spyke Pollux morre como viveu: defendendo com o próprio corpo aqueles que jurou proteger.
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Ano 40 da UPC - Sua história é ensinada nas academias militares da UPC. Em Vileni, uma estátua silenciosa o homenageia.
