
Vida na Galáxia
"A sociedade é como o ar: necessário para respirar, mas insuficiente para dele se viver."

“Ordens divinas moldam civilizações. E na vastidão do cosmos, a Luz de Coris define o caminho.”
🏛️ Sociedade – Ordem Imposta pela Luz
A sociedade galáctica é, oficialmente, estruturada sob os preceitos da Luz de Coris, um regime teocrático, autoritário e centralizado. As esferas sociais são rigidamente hierarquizadas:
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Cidadãos Iluminados (sempre humanoides): fiéis ao Reino, desfrutam de direitos, proteção e acesso total aos sistemas do governo.
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Cidadãos Subordinados: raças e povos recém-incorporados, com direitos limitados e vigilância constante.
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Populações Inferiores: aqueles considerados indesejáveis, resistentes ou “não convertidos” à Luz de Coris. São mão de obra barata, forçada ou escravizada.
A sociedade galáctica reflete essa nova realidade. Embora cada planeta mantenha suas tradições locais, sua arquitetura, seus costumes e dialetos, todas as expressões sociais são obrigatoriamente moldadas segundo os parâmetros da doutrina coristiana. Uma teocracia implacável, onde o dogma não é apenas fé — é lei. Assim, o Reino de Coris se ergue, porém não sob a bandeira do militarismo, mas sim sob os estandartes da devoção absoluta. A Luz é mais do que uma crença. É uma estrutura de poder que atravessa gerações, civilizações e até espécies.
Nas praças centrais, nos mercados, nos postos de controle, nas universidades e nos templos, o discurso é uníssono: servir à Luz é o dever máximo de todo ser senciente. Cidadãos Iluminados gozam de direitos plenos, privilégios e proteção do Reino. Aqueles considerados subordinados — planetas recém-integrados ou raças que não possuem linhagens de conversão antiga — vivem em constante vigilância. Já aqueles que recusam a Luz, seja por crença, por cultura ou por simples desejo de liberdade, são relegados às classes inferiores, condenados a trabalhos forçados, exílio em zonas periféricas ou, nos piores casos, à aniquilação cultural e biológica.
🎭 Cultura – Unidade sob a Doutrina da Luz
Apesar da diversidade natural entre planetas, civilizações e espécies, a cultura galáctica vive sob um denominador comum: a doutrina cultural da Luz de Coris.
As expressões culturais são controladas:
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Artes, literatura, música e entretenimento devem refletir os valores do Reino.
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Obras consideradas subversivas, heréticas ou que promovam liberdade, questionamento ou “filosofias decadentes” são proibidas.
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Templos, praças, espaços públicos e até monumentos seguem padrões arquitetônicos sagrados impostos pelo Conselho Coristiano.
A cultura, que deveria ser o reflexo da diversidade estelar, tornou-se um mosaico sufocado. Cada expressão artística, literária, musical ou arquitetônica deve exaltar a fé na Luz de Coris e reforçar os princípios do Reino. Estátuas dos antigos heróis da UPC foram derrubadas. Monumentos, pinturas, hologramas e até obras digitais foram apagadas ou substituídas por símbolos sagrados, escrituras doutrinárias e homenagens aos Patriarcas, Diáconos e ao próprio trono de Coris. Qualquer manifestação que escape desse controle é considerada heresia. E a heresia não encontra espaço sob a Luz.
💰 Economia – O Domínio do Banco Intergaláctico
Toda a economia da galáxia é rigidamente centralizada e controlada através do poderoso Banco Intergaláctico do Reino Galáctico de Coris.
🏦 Sobre o Banco:
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Moeda oficial: Corina (MG) — moeda digital baseada em blockchain quântico.
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O Banco gere todos os fluxos econômicos, controla emissão de moeda, empréstimos, investimentos e reservas galácticas.
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Nenhuma transação comercial relevante ocorre fora do monitoramento do Banco.
A economia da galáxia é absolutamente centralizada, estruturada nas mãos do Banco Intergaláctico do Reino Galáctico de Coris. Localizado em Vandar, capital da poderosa Diocese de Antares, o Banco não é apenas uma instituição financeira — é um dos pilares do próprio Reino. Sua missão não é apenas gerar riqueza, mas garantir que essa riqueza flua segundo os desígnios sagrados.
Toda transação, seja entre planetas, sistemas ou indivíduos, é mediada pela moeda oficial do Reino: a Corina. Uma moeda digital, descentralizada em tecnologia, mas absolutamente controlada em sua emissão e circulação. Seus blocos de dados percorrem os hipercanais da galáxia, criptografados, monitorados e validados pelo clero econômico. Nada escapa aos olhos do Banco. O controle é absoluto. Seus diretores são nomeados diretamente pelo Conselheiro Econômico do Reino, sem qualquer eleição, consulta ou representação dos povos. O cargo de Diretor é vitalício ou dura até que o próprio Conselheiro determine sua substituição, e desde a fundação do Reino, essa prática jamais foi questionada — pelo menos, não sem graves consequências.
🏢 Comércio – A Câmara que Move os Mundos
O comércio interplanetário opera sob as diretrizes da Câmara de Comércio do Reino Galáctico de Coris, localizada na Diocese Juliets.
🔧 Atribuições da Câmara:
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Criação de leis alfandegárias, tarifas e impostos.
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Definição dos produtos e serviços autorizados.
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Supervisão e concessão de licenças às "Empresas Iluminadas" — corporações leais ao Reino.
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Controle do trabalho escravo, especialmente de raças consideradas inferiores.
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Mediação de acordos interestelares e desenvolvimento de parcerias externas.
A Câmara de Comércio Galáctica cumpre papel semelhante. É ela quem define quais produtos podem circular, quais empresas podem existir, quais acordos comerciais são válidos e quais são considerados crime contra o Reino. Ela regula alfândegas, rotas, tarifas, fluxos de carga e estabelece as normas que todos os comerciantes devem seguir. E faz mais: supervisiona diretamente o uso da mão de obra oriunda das raças inferiores, designadas para os trabalhos que sustentam as grandiosas obras do Reino — estações, portos, naves, templos e megacidades orbitais. A escravidão, suavemente chamada de “divisão de trabalho sagrado”, é institucionalizada, registrada e, na visão do Clero, absolutamente necessária.
🏴☠️ Pirataria – As Sombras da Galáxia
Dentro dos territórios do Reino, a pirataria é praticamente inexistente. A Frota Coristiana, imensa e brutal, sufoca qualquer tentativa.
Mas fora das fronteiras, especialmente nas regiões da Orla Exterior do Quadrante Epsilon, piratas operam livremente:
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Saqueadores, mercenários e desertores que vivem da pilhagem.
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Planetas isolados tornam-se esconderijos, fortalezas e portos clandestinos.
Apesar de todo esse controle, há espaços onde a ordem não alcança. Fora das fronteiras do Reino — especialmente nas regiões ermas da Orla Exterior do Quadrante Épsilon —, a pirataria floresce. Nesses locais esquecidos, onde a Frota Coristiana não tem interesse, grupos de piratas, mercenários, exilados e clãs independentes vivem fora da lei, pilhando cargueiros, atacando rotas pouco protegidas e construindo refúgios em planetas ocultos. Esses grupos, embora frágeis frente ao poder do Reino, representam uma ameaça constante às zonas de fronteira.
🎲 Contrabando – O Submundo Respira
Mesmo no coração do Reino, o contrabando existe.
Silencioso, clandestino e mortal.
Contrabandistas operam através de:
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Rotas esquecidas no hiperespaço.
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Falsificação de identidades, moedas e cargas.
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Corrupção de oficiais planetários e até de membros do próprio Clero.
Produtos mais comuns no mercado negro:
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Artefatos proibidos.
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Tecnologias psíquicas de Ibis.
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Armas biotecnológicas dos remanescentes Rubianos.
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Implantes cibernéticos ilegais.
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Documentos falsos e chips de identidade.
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Escravos, armas e drogas.
Mas talvez mais perigoso que a pirataria seja o contrabando. Este não se limita às margens da galáxia. Ele vive no coração do próprio Reino. Por mais que o Banco e a Câmara de Comércio cerquem a economia em ferro e dogma, existe sempre aquele que prefere o risco ao controle. O submundo respira através de falsificadores, traficantes de tecnologia proibida, contrabandistas de armas, implantes ilegais, escravos, armas, drogas e artefatos psíquicos oriundos dos antigos enclaves. Chips de identidade falsos, documentos forjados, moedas piratas e cargas não registradas cruzam as rotas escondidas no hiperespaço, longe dos sensores dos satélites do Reino. E por cada item contrabandeado, uma centelha de resistência acende-se, desafiando a doutrina absoluta da Luz de Coris.
