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Situação Atual

"Adaptar ou perecer, agora e sempre, é o imperativo inexorável da natureza."

                                                                                   H. G. Wells

Estrela cadente

🚩 Situação Atual — À Beira do Abismo, Sob a Luz de Coris

 

O tempo da dúvida acabou. A galáxia, uma vez diversa e plural, agora se encontra sob a sombra crescente da Luz de Coris. O Reino Galáctico, na sua marcha implacável, não conhece limites. Seus estandartes sagrados tremulam nas órbitas dos mundos conquistados, enquanto seus porta-vozes, armados de fé e aço, avançam sobre civilizações inteiras.

Neste exato momento, a Frota Luminosa, orgulho da Marinha Sagrada do Reino, desloca-se em direção ao Quadrante Sigma. Seu objetivo é claro, declarado e absoluto: tomar os mundos do Núcleo Galáctico de Sigma — Kaiman, Inquill e Welucia. Planetas que, até então, sobreviveram em uma tênue neutralidade, sustentando sua soberania graças às rotas comerciais e à diplomacia instável que sempre definiu a política desse quadrante. Mas diplomacia não é moeda aceita pelo Reino. Apenas submissão.

Enquanto a sombra da Frota Luminosa avança no Sigma, a tensão explode na distante e esquecida Diocese de Phact. Um planeta negligenciado, considerado periférico demais para merecer a atenção dos Grão-Mestres do Reino, afunda agora em um levante que ameaça descarrilar o controle teocrático local. Por mais de cem anos, Phact viveu sob a opressão dos convertidos — aqueles que abandonaram seus deuses ancestrais para abraçar a Luz de Coris.

Mas uma chama reacendeu. E seu nome é temido nas câmaras do Conselho Galáctico: “A Fúria das Águas.”
Assim se autodenominam os rebeldes de Phact, batizados não por acaso em homenagem à principal divindade do panteão nativo — um grito de revolta contra a tentativa de apagamento cultural, religioso e espiritual de seu povo. Sob o comando do tirânico Padre Fulgido Moss, a Diocese tenta, em vão, sufocar a insurgência.

Percebendo na crise uma oportunidade de ganho político e prestígio, surge agora a figura do Almirante Abengun Benjide, líder da Armada Reguliana. Diferente de outros mundos do Reino que preferem observar, os Regulians veem na rebelião de Phact um palco perfeito para exibir sua lealdade, sua força e seu desejo de ascensão dentro da rígida hierarquia do Reino. Suas naves cruzam neste momento as fronteiras setoriais, aproximando-se rapidamente de Phact, com ordens claras: “pacificar” o planeta. E, se necessário, apagá-lo do mapa estelar.

Mas não é apenas nas rotas conhecidas que surgem ameaças. Nos confins do sul do Quadrante Sigma, algo desperta. Algo antigo, estranho e, até agora, ignorado.
Os rumores falam de um aglomerado de civilizações insetoides, organizadas sob uma teia social que desafia qualquer conceito conhecido de governo. Eles se autodenominam “
A Supremacia Tupy.” Pouco se sabe sobre sua origem, seus costumes ou seus verdadeiros objetivos. Mas as transmissões interceptadas, carregadas de linguagens fractais e códigos biológicos, falam de “purificação genética, expansão orgânica e transcendência da carne.”

É uma ameaça real? É apenas um mito gerado pelas rotas de contrabandistas e piratas que circulam nos limites da galáxia? Ninguém sabe. O que se sabe é que, para o Reino, qualquer sociedade que não se curva à Luz... cedo ou tarde se torna alvo da conversão. Seja pela palavra. Seja pelo plasma.

E, enquanto a galáxia se debate entre rendição, resistência e medo, os Mensageiros da Luz espalham-se como sementes estelares. Estes não carregam rifles. Carregam escrituras, cânticos, hinos, hologramas sagrados e uma convicção tão cortante quanto qualquer lâmina. Eles não apenas conquistam. Eles destroem a própria ideia de quem os outros povos são. Transformam culturas inteiras em sombras pálidas do que foram, sem precisar disparar um único tiro. E, quando não conseguem... então a Frota chega.

No presente, a galáxia vive um equilíbrio frágil, sustentado não pela paz, mas pelo medo. As rotas estão tensas. Os sistemas, divididos. Os rumores crescem como tempestades no hiperespaço. E uma verdade ecoa entre contrabandistas, rebeldes, senadores ocultos e até alguns almirantes silenciosos:

“O Reino não é eterno. Mas sua queda... pode custar todas as estrelas.”

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